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Vale mantém retomada, quarto trimestre vai ser o mais forte e ação pode subir mais de 30%

Valter Outeiro da Silveira - 14/10/2019 - 11:37
Expectativas operacionais divulgadas pela mineradora neste ano deverão ser confirmadas (Imagem: Reuters/Washington Alves)

A Vale (VALE3) divulgou a prévia de seu resultado operacional nesta segunda-feira (14), com 86,7 milhões de toneladas no terceiro trimestre, queda de 17,4% na base anual e avanço de 35,4% na relação com os três meses antecedentes.

Diante da publicação dos dados, Safra e BTG Pactual divulgaram pareceres sobre a prévia operacional, bem como listaram prognósticos para a maior mineradora da América Latina.

“A Vale reportou dados de produção e de vendas em linha com nossas expectativas e que reforçam nossa avaliação de que a empresa está no caminho certo para atingir o guidance de sua produção neste ano”, afirmou o Safra, em relatório enviado a clientes e obtido pelo Money Times.

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Os analistas Conrado Vegner e Gustavo Sadka reforçam a expectativa de Ebitda (geração operacional de caixa) de US$ 5,1 bilhões no terceiro trimestre de 2019, com receita líquida de US$ 10,4 bilhões e lucro líquido de US$ 2,5 bilhões.

A recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para os ADRs (American Depositary Receipts) foi mantida, com preço-alvo de US$ 18,1 para este ano. Caso as projeções se concretizem, o papel poderá subir 53,2% – de acordo com o último fechamento da NYSE.

Tendência de recuperação

Vale
Quarto trimestre deverá ser o mais forte do ano (Imagem: Reuters/Ricardo Moraes)

Por sua vez, o BTG Pactual também afirmou que os dados prévios vieram em linha com suas expectativas e projetam que o quarto trimestre deverá ser “o mais forte do ano”.

“Desta forma, o ritmo de recuperação da Vale nos volumes de minério de ferro progride suavemente, esperamos que estas tendências continuem em 2020 e 2021”, afirma o analista Leonardo Correa.

A instituição acredita que sua projeção de Ebitda de aproximadamente US$ 4,9 bilhões “está garantida” e que os maiores volumes operacionais apresentados compensam a queda nos preços do minério de ferro e os fretes mais altos.

A recomendação para os ADRs é de compra, com preço-alvo de US$ 15,5 para doze meses – upside (potencial de valorização) de cerca de 31,2% – segundo o último fechamento em Nova York.

Abaixo do potencial

A Bradesco Corretora acredita que o terceiro trimestre da Vale veio “mais forte”, mas ainda “abaixo do potencial”. A projeção para Ebitda recorrente, assim como a estimativa do BTG Pactual, é de US$ 4,9 bilhões.

“O Ebitda dos metais básicos deve subir para cerca de US$ 600 milhões, avanço de 30% no trimestre, impulsionado principalmente por preços mais altos de níquel e volumes mais altos de cobre”, completam os analistas Thiago Lofiego e José Cataldo.

Última atualização por Valter Outeiro da Silveira - 14/10/2019 - 11:50