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Vale e siderúrgicas voltam a cair com menor demanda chinesa por minério de ferro

Investing.com Brasil - 16/10/2019 - 14:10
Mineradoras e siderúrgicas em queda nesta quarta-feira (Imagem: Reuters/Washington Alves)

Por Investing.com 

A menor demanda chinesa por minério de ferro em meio a notícias de maior controle de poluição das siderúrgicas no país derrubaram o preço do minério de ferro, o que se reflete na queda das ações da Vale (VALE3) e das siderúrgicas brasileiras.

A Vale (VALE3) tinha queda de 2,02% a R$ 46,94, com CSN (CSNA3) perdendo 2,86% a R$ 13,23, Usiminas (USIM5) 0,78% a R$ 7,64 e Gerdau (GGBR4) 1,79% a R$ 11,00.

A jornada desta quarta-feira foi marcada, mais uma vez, por desvalorização para os contratos futuros do minério de ferro, em Dalian.

O ativo cedeu 3,22%, fechando a 617,00 iuanes por tonelada, tendo como base o valor de liquidação da véspera, que foi de 637,50 iuanes/t. Na retomada dos negócios, o movimento segue de perdas, com recuou de 2,78% a 611,50 iuanes/t, ante preço de liquidação de 629,00 iuanes/t.

As perdas da matéria-prima siderúrgica aumentaram depois que a China delineou seu plano anual antipoluição para o inverno em um documento divulgado pelo Ministério da Ecologia e Meio Ambiente.

A decisão de Tangshan significa restrições mais drásticas na produção de aço, depois que a cidade ordenou que as siderúrgicas na semana passada reduzissem as operações de sinterização, pelotização e alto-forno de 10 a 31 de outubro, disse um trader de Xangai.

As últimas medidas de emergência de Tangshan para combater o agravamento da poluição do ar estavam programadas para entrar em vigor na terça-feira, de acordo com a mídia local apoiada pelo governo, que não disse quando o alerta seria levantado.

Das 33 siderúrgicas de Tangshan, 30 já cortam pela metade as operações de sinterização, pelotização, forno de cal e alto forno desde 10 de outubro, segundo a consultoria Mysteel.

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Prevê-se que a demanda chinesa de aço cresça apenas 1% no próximo ano, em comparação com o crescimento projetado deste ano de 7,8%, de acordo com a Associação Mundial do Aço, que culpou o conflito comercial em curso entre a China e os Estados Unidos.

“É improvável que o governo chinês reintroduza medidas substanciais de estímulo, à medida que continua mantendo um equilíbrio entre conter a desaceleração e avançar sua agenda de reestruturação econômica”, disse o grupo belga na segunda-feira.

Última atualização por Valter Outeiro da Silveira - 16/10/2019 - 14:12