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Vale a pena comprar ações da Vivara? Prazo termina na segunda

04/10/2019 - 21:31
O papel está sendo bem recomendado por analistas, que elogiam a gestão da empresa e seu potencial em um momento de retomada da economia brasileira (Imagem: Reprodução/Vivara)

Por Arena do Pavini

Termina na segunda-feira o prazo para os investidores reservarem as ações da rede de joalherias Vivara, que está abrindo seu capital na bolsa B3 (B3SA3).

O papel está sendo bem recomendado por analistas, que elogiam a gestão da empresa e seu potencial em um momento de retomada da economia brasileira. A procura pelo papel é grande, segundo especialistas, e equivaleria a quase cinco vezes o total ofertado.

O preço pedido pelas ações, porém, é visto como um pouco alto em relação ao seu lucro atual, mas a empresa teria bom potencial de crescimento que compensaria o custo maior. Não se trata, portanto, de uma pechincha, mas a empresa é vista como muito boa.

A companhia vai oferecer 70,85 milhões de ações ordinárias. Desse total, 27% serão papéis novos, destinados a financiar a operação da empresa e seus investimentos, e 73% são papéis que pertencem à família Kaufman, fundadora da companhia.

O intervalo de preços da oferta vai de R$ 21,17 a R$ 25,40, o que pode levar a operação a atingir de R$ 1,5 bilhão a R$ 1,8 bilhão.

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Do valor destinado à empresa, ou R$ 407 milhões, 65% irão para abertura de lojas, 15% para expansão da fábrica, 12,5% para lançamento de marcas e 7,5% para inovação e tecnologia. As ações começarão a ser negociadas em 10 de outubro e a operação será liquidada em 11 de outubro. O valor mínimo de compra é de R$ 3 mil.

Para comprar as ações , é preciso ter conta em uma corretora de valores.

Sim para Vivara

“A minha recomendação é SIM participar da oferta da Vivara pagando no máximo R$ 25,00 por ação”, afirma Eduardo Guimarães, analista de ações da casa de análise independente Levante Financeiro em relatório aos clientes.

Os motivos da recomendação são liderança de mercado e poder de marca, perspectivas de crescimento do mercado brasileiro de joias, do setor de shopping centers e aumento do consumo da classe média com a virada do ciclo econômico.

A Vivara é a maior rede de joalherias do Brasil, com mais de 230 lojas em shopping centers de todo o país e com vários produtos (Imagem: Facebook Vivara)

Guimarães lembra que, se por acaso a oferta sair por um preço menor que os R$ 25,00 que ele sugere, o investidor levará os papéis pelo valor menor. Já se o preço definido for maior, o investidor ficará de fora. É preciso também ter pelo menos 10% do valor do pedido em dinheiro na conta da corretora no dia da reserva.

A Vivara é a maior rede de joalherias do Brasil, com mais de 230 lojas em shopping centers de todo o país e com vários produtos, como joias, relógios, acessórios, perfumes e uma linha própria Live By Vivara.

A marca é líder no mercado brasileiro de joias com garotas-propaganda como Gisele Bündchen e Marina Ruy Barbosa.

O modelo de negócio é verticalizado, desde a criação e o design até a produção, estratégia de marketing, distribuição e venda dos produtos, em 234 pontos de venda além de canais de televendas, vendas corporativas e comércio eletrônico.

O fato de a empresa ter forte presença entre as classes A, B e C também é uma vantagem, pois são menos atingidas durante a recessão e a empresa pode ainda “surfar” a retomada do consumo da classe média.

Empresa apaixonante, mas preço alto se não houver crescimento

Como não se apaixonar por Vivara, questiona Bruce Barbosa, da Nord Research, que também recomenda compra da ação.

O analista lembra que a empresa já tentou abrir seu capital antes, sem sucesso, e que ela compra o ouro e a prata no exterior, desenha as peças, produz na Zona Franca de Manaus e as vende em suas 237 lojas.

“O negócio da Vivara é o mais simples do mundo: compra ouro a 1x e vende ouro, trabalhado, a 5x”, diz. Isso e mais o sistema de vendas cria margens excepcionais.

A margem bruta gira em torno de 70%, ou 71% no ano passado, enquanto a margem do lucro antes de juros impostos, depreciação e amortização (Lajida ou Ebitda, indicador do desempenho operacional da empresa) é foi de 23% em 2018.

A linha Life, criada em 2011, já representa mais de 30% das vendas líquidas. A empresa também é pouco alavancada, com a dívida representando apenas uma vez o Ebitda.

Mas o papel vem com um preço elevado, avalia a Nord. No preço médio, ela sairá a 21 vezes o Ebitda ou 24 vezes o lucro, “em uma companhia que conhecemos, apenas, recentemente”.

“Vivara é barata se crescer. Vivara é cara se não crescer”, alerta. Mas, mesmo assim, o analista acha que vale correr o risco, com cautela e sugere entrar na oferta até o preço máximo, de R$ 27 por ação.

Com vantagens competitivas relevantes, como estrutura verticalizada e presença física em todo o território nacional, a companhia assume uma posição de superioridade em relação aos concorrentes (Imagem: Divulgação/Redes Sociais)

Joia da coroa

Pode-se considerar a Vivar como a joia da coroa do mercado brasileiro, diz a Empiricus em relatório enviado aos clientes. Com vantagens competitivas relevantes, como estrutura verticalizada e presença física em todo o território nacional, a companhia assume uma posição de superioridade em relação aos concorrentes.

Além disso, os altos índices de geração de caixa e rentabilidade reforçam a assertividade do time de gestão, diz a Empiricus, que recomenda entrar na oferta com um preço que pode chegar ao teto sugerido pela empresa.

Última atualização por Renan Dantas - 04/10/2019 - 21:32