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Todos os olhos no Fed: Grant Thornton, MUFG, Barclays e BlackRock avaliam decisão

Valter Outeiro da Silveira - 18/09/2019 - 8:08
Federal Resserve
Autoridade monetária decide rumo de política nesta sessão (Imagem: Reuters/Chris Wattie/File Photo)

O Federal Reserve deverá cortar a taxa básica de juros dos EUA nesta quarta-feira (18) em 25 pontos-base, para o intervalo de 1,75% a 2% ao ano, porém sem quaisquer sinalizações de afrouxamento monetário a frente.

Em paralelo, a autoridade monetária deverá realizar novo programa de recompra de títulos, no valor de US$ 75 bilhões, para prover liquidez ao mercado, assim como realizado na sessão anterior.

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Sem sinalização

Para Diane Swonk, economista-chefe da Grant Thornton, o chairman Jerome Powell deverá “desapontar a todos e não despejará diversas informações”, no contexto da sinalização da política monetária.

No último encontro do Fomc, o presidente do colegiado descreveu a redução de 0,25 ponto percentual como um “ajuste de meio de ciclo”, sinalizando isolamento do corte em relação a um novo ciclo de afrouxamento, o que resultou na desvalorização das bolsas nos EUA e na alta dos rendimentos nas Treasuries.

“Ele não prometerá mais nada. Manterá as cartas próximas a seu peito. Powell ‘blefará’ de maneira astuta”, disse Swonk, à rede norte-americana CNBC.

Sem outro corte

Em linha, Michael Gapen, economista-chefe do Barclays nos EUA, avalia que não ocorrerá sinalização. “Acredito que a mensagem do Fed será ‘cortamos duas vezes a taxa básica de juro e não enxergamos consenso de que devamos sinalizar outro corte'”, opina.

Por sua vez, Chris Rupkey – economista-chefe do MUFG – avalia que haverá redução no juro básico nesta reunião, porém não visualiza terreno para um novo corte da Fed Funds Rate no próximo encontro. “Não acredito que haverá sinalização de terceiro corte”, aponta.

“Os dados econômicos não poderiam dar suporte maior a um corte na taxa de juros. Temos a inflação (medida pelo CPI) no maior nível desde o final da recessão. Temos as vendas no varejo em ritmo de alta”, avalia Rupkey . “A produção industrial está fora do fundo do poço, e os problemas em torno de setores da manufatura foram um dos motivos principais para o Fed reduzir o juro básico na última reunião”, completa o economista-chefe do MUFG.

Balanço em alta

Rick Rieder, CIO (Chief Investment Officer) global de renda fixa da BlackRock, avalia que o “Fed necesita deixar seu balanço de ativos crescer” no intuito de manter “o dólar sem se valorizar frente as principais moedas do mundo”.

“Acredito que eles realizarão este novo corte e depois devam parar no sentido do ponto de equilíbrio”, afirmou, completando “se a economia desacelerar, eles podem voltar”.

Última atualização por Valter Outeiro da Silveira - 18/09/2019 - 8:08