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Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11) ou Dexco (DXCO3)? BTG, Safra e XP apontam destaques do 4T25 — e quais ações ter na carteira

04 fev 2026, 7:00 - atualizado em 03 fev 2026, 16:12
Suzano, SUZB3, Celulose, Agronegócio, Swing Trade
(Imagem: Reuters/Denis Sinyakov)

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) começa a ganhar tração e, nas próximas semanas, as empresas de Papel & Celulose reportam seus números. De forma geral, os analistas de BTG Pactual, Safra e XP Investimentos veem um momento mais desafiador, com efeitos sazonais negativos e paradas para manutenção nas fábricas.

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O Safra manteve sua estimativas para Suzano (SUZB3) e reduziu suas projeções para Klabin (KLBN11) e Dexco (DXCO3). 

A Suzano pode apresentar resultados ligeiramente mais fracos na comparação trimestral, já que a queda nos embarques de celulose e papel e a valorização do real devem mais do que compensar a redução do custo dos produtos vendidos por tonelada (COGS/t) e das despesas administrativas e comerciais.

A expectativa é de um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 5 bilhões, queda de 2% na comparação trimestral e 3% abaixo do consenso de mercado.



Para Klabin, os resultados podem cair devido a menores volumes embarcados, menor receita por tonelada e aumento do custo caixa total, em função das paradas de manutenção nas unidades de Ortigueira e Correia Pinto. As projeções indicam um Ebitda de R$ 1,76 bilhão no 4T25, queda de 17% ante o 3T25 e 4% abaixo do consenso, de R$ 1,83 bilhão.

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Quanto à Dexco, a projeção é de resultados mais fraco, já que uma leve melhora na divisão de madeira, em meio a uma dinâmica setorial positiva, deve ser compensada por um desempenho sazonal mais fraco na Deca e por uma estratégia comercial mais agressiva na divisão de revestimentos. Os analistas apontam para um Ebitda ajustado de R$ 420 milhões no 4T25, queda de 5% no comparativo trimestral e 4% acima do consenso, de R$ 419 milhões.



O banco mantém recomendação de compra para as três ações, com preço-alvo de R$ 68 para Suzano, R$ 23,90 para Klabin e de R$ 6,90 para Dexco.

As ações de Papel & Celulose, segundo a XP

Na visão da XP, a expectativa é de números mistos. Apesar dos preços mais altos da celulose de qualidade, um real valorizado e uma sazonalidade mais fraca podem pesar sobre as empresas de papel e celulose.

Para Suzano, os analistas preveem volumes de celulose de qualidade inferior (principalmente devido a várias interrupções de manutenção no 4T25), preços realizados mais altos em dólar e custos mais baixos, levando a uma redução do Ebitda no 4T25 (embora o aumento dos preços da celulose durante o 4T25 sugira resultados de melhora no 1T26).

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Espera-se também que a Klabin entregue resultados um pouco mais fracos, com um real valorizado pressionando os preços da celulose em real, e custos mais altos devido a paralisações de manutenção afetando o negócio de celulose, com a sazonalidade pesando no desempenho do papel e das embalagens, apesar da resiliência dos preços.

Os analistas recomendam compra para Suzano (com preço-alvo de R$ 92) e Klabin (R$ 29).

E a Irani?

Para o BTG Pactual, dado a maior exposição à celulose e valuation relativo mais atrativo, há preferência para Suzano e Klabin. No entanto, o banco segue vendo a Irani Papel e Embalagem (RANI3) como o nome mais resiliente do segmento.

“Em celulose, vemos fundamentos melhorando marginalmente (resultados retrospectivos), com preços de revenda já em ~US$580/t, apontando para um melhor momentum operacional à frente”, escrevem Leonardo Correa, Bruno Henriques e Marcelo Arazi em relatório.

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O BTG recomenda compra para Suzano (com preço-alvo de R$ 62), Klabin (preço-alvo de R$ 24) e Irani (preço-alvo de R$ 10).

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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