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S&P rebaixa Raízen (RAIZ4) e alerta para risco elevado de reestruturação de dívida

09 fev 2026, 16:27 - atualizado em 09 fev 2026, 16:27
raízen raiz4
(Imagem: Raízen)

A S&P Global Ratings rebaixou o rating da Raízen (RAIZ4) de ‘BBB-’ para ‘CCC+’ e colocou a companhia em observação de crédito negativa, citando o aumento dos riscos de uma reestruturação da dívida que a agência considera equivalente a default.

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Segundo a S&P, a decisão reflete a contratação de assessores financeiros e jurídicos pela Raízen para avaliar alternativas de estrutura de capital, além do enfraquecimento dos sinais de capitalização e de vendas de ativos que haviam sido anunciados anteriormente pela empresa e seus acionistas.

A agência também rebaixou os ratings das notas seniores sem garantia emitidas pela Raízen Fuels Finance e atribuiu rating de recuperação ‘3’, indicando expectativa de recuperação entre 50% e 70% em um cenário de inadimplência.

No operacional, a S&P avalia que há pouco espaço para melhora no curto prazo. O desempenho mais fraco do negócio de açúcar e etanol deve pesar sobre os resultados, apesar da evolução positiva em volumes e margens na distribuição de combustíveis no Brasil. Com isso, a agência projeta Ebitda em torno de R$ 11 bilhões em 2026, com alavancagem entre 5,0x e 5,5x.

Para 2027, o cenário segue pressionado por preços mais baixos do açúcar e menor volume no segmento de S&E, com a alavancagem podendo alcançar cerca de 6,0x, enquanto a companhia deve continuar registrando queima relevante de caixa, pressionada por um elevado custo financeiro.

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Embora a Raízen ainda conte com R$ 18,6 bilhões em caixa e linhas de crédito disponíveis, a S&P alerta que, sem novas entradas de recursos, a liquidez pode se deteriorar nos próximos anos, especialmente diante do aumento do custo da dívida e de vencimentos mais concentrados.

O CreditWatch negativo indica a possibilidade de novo rebaixamento, caso a empresa avance com uma reestruturação de dívida.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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