Small caps botaram Ibovespa no bolso durante os últimos 9 ciclos de corte da Selic
Com o ciclo de cortes da Selic se aproximando, condições para a volta por cima de um setor da bolsa que andou em penúrias ao longo dos últimos dois anos começam a aparecer. Trata-se das small caps, as companhias de menor capitalização do mercado aberto.
Só a expectativa de afrouxamento da taxa de juros foi capaz de alçar o Índice Small Caps (SMLL) a uma alta acumulada de 15,37% em 2023, contra 14,70% do Ibovespa (IBOV) no mesmo período.
Agora, a expectativa de especialistas da área de research e estratégia de ações da Santander Corretora é que uma nova “pernada” de valorização seja desbloqueada a partir da decisão do Copom no dia 1º de agosto.
A análise do Santander está amparada em um histórico contundente: nos nove últimos ciclos de flexibilização monetária, contados a partir de 1999, o SMLL acabou batendo o Ibovespa.
Enquanto a valorização média do índice geral da B3 avança de 26% a 33%, respectivamente, em 12 e 24 meses após o início dos cortes, o SMLL consegue subir de 49,5% a 66,5% na mesma base de comparação.
“O levantamento mostrou que essas ações têm o melhor desempenho logo após o primeiro corte de juros, visto que, em geral, são ações de empresas ligadas à economia doméstica”, afirma Aline Cardoso, responsável pela área de research e estratégia de ações da Santander Corretora.
A análise levou em conta a probabilidade de que o primeiro corte da Selic ocorra em agosto, setembro ou novembro.
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Ações small caps estão uma pechincha
Além de um retrospecto favorável, o estudo liderado por Rocha aponta para outro fator que deverá fazer as small caps deslancharem no segundo semestre deste ano.
“O Preço/Lucro (P/L) das ações dsmall caps estão sendo negociadas a 10,9x, um desconto de aproximadamente 40% em relação à média histórica, de 11,5x”, atenta a especialista do Santander.
O P/L das ações é uma métrica que compara a cotação de uma empresa ou índice com o seu lucro por ação (LPA) e serve para avaliar o retorno aos acionistas.
“Durante o primeiro corte de juros, quanto maior o desconto, mais forte a recuperação”, mostra o estudo.