SLC Agrícola (SLCE3) define data para próximo pagamento de dividendos sob novas regras: ‘Somos bons pagadores’, afirma CFO
O novo investidor da SLC Agrícola (SLCE3) que espera o pagamento de dividendos em 2026 pode se decepcionar.
Isso porque a companhia promoveu, no fim do ano passado, um aumento de capital com bonificação de ações aos acionistas para se antecipar às novas regras de tributação. Além disso, distribuiu cerca de R$ 400 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), antecipando o pagamento que tradicionalmente ocorre em maio.
“Fizemos o aumento de capital com nossas próprias reservas porque houve uma mudança tributária importante. A partir de 2026, qualquer distribuição de dividendos passa a ser tributada em 10%. Se fizéssemos esse aumento de capital com reservas em 2026, haveria essa tributação. Com isso, entregamos a ação ao acionista a preço de mercado e, se ele optar por vendê-la, não haverá incidência de imposto”, explicou o CFO da companhia, Ivo Brum, em entrevista ao Money Times.
Segundo Brum, o próximo pagamento de dividendos da SLC Agrícola deve ocorrer apenas em 2027.
A operação de bonificação resultou na emissão de 55,4 milhões de novas ações ordinárias, com bonificação à razão de 12,5%, o que correspondeu à entrega de uma nova ação para cada oito ações detidas pelos acionistas na data-base.
Diretrizes da SLC Agrícola para o pagamento de dividendos
Com um dividend yield de 5,6% em 2025, a SLC Agrícola se posiciona como uma das boas pagadoras de dividendos do agronegócio.
No início de janeiro, a companhia passou a integrar o Índice de Dividendos da B3 (IDIV), que reúne 52 empresas com histórico consistente de remuneração aos acionistas.
“É um excelente dividend yield, especialmente para uma empresa que continua crescendo. Mesmo com uma Selic em torno de 15%, conseguimos entregar 5,6%, o que representa uma parcela relevante da remuneração ao acionista, com o restante vindo da valorização da ação. Somos uma boa pagadora, e a entrada no IDIV confirma isso”, afirmou o CFO.
Brum reforçou, ainda, que a política da companhia é distribuir, em média, 50% do lucro líquido em dividendos — prática adotada ao longo dos últimos dez anos e que deve ser mantida, em paralelo à estratégia de crescimento. “Há espaço para isso no nosso modelo de negócio”.