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Sanepar ainda é aposta de valor e dividendos, diz Eleven

Gustavo Kahil - 10/08/2017 - 1:38

Sanepar

Os resultados da Sanepar (SAPR4) no segundo trimestre influenciaram negativamente o desempenho das ações nesta quarta-feira (9), que caíram 6% para R$ 10,75, após mostrar dados abaixo do esperado nos volumes.

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Com isso, a receita operacional líquida ficou em R$ 909 milhões, crescimento 3,7% em relação ao ano anterior, mas abaixo do que era projetado pelo mercado. O número, por exemplo, ficou 5% do que era estimado pelo BTG Pactual.

O lucro líquido ficou em R$ 196,9 milhões, uma queda de 5,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O Ebitda chegou a R$ 320,5 milhões. O valor está 5,7% abaixo do visto um ano antes.

Segundo a consultoria Eleven Financial, a companhia continua mostrando uma geração de caixa muito forte.

“O descasamento entre reajustes salariais e tarifários foi um dos aspectos negativos, mas que não altera o case em nossa visão”, explica o analista Raul Grego. Ele estima que o terceiro trimestre terá crescimento em relação ao ano anterior, o que mostra a “alta previsivibilidade da companhia”.

“Prefiro a condição de antever os números quando falamos de utilities [empresas de serviços públicos], mais do que quando vêm grandes “surpresas”. Utility é estabilidade e rentabilidade, e nestes itens, Sanepar segue firme em nossas carteiras recomendadas, tanto de valor, quanto de proventos”, ressalta Grego. O preço-alvo da Eleven é de R$ 21 para a Sanepar.

Dúvidas

Parte da desconfiança do mercado com a Sanepar vem da aplicação do reposicionamento tarifário. Há dúvidas sobre a continuidade do reajuste de sete parcelas anuais de 2,11%, duas eleições para o governo do estado do Paraná irão acontecer ao longo deste período.

“Se o reajuste não for respeitado, isso significaria que o retorno regulatório implícito é menor que o esperado inicialmente. Então, parece que os investidores estão em modo de espera antes de fazer qualquer movimento, a fim de ter mais clareza sobre o resultado das eleições de 2018”, avalia o BTG Pactual em um relatório assinado por Joao Pimentel, Antonio Junqueira e Gustavo Castro.

O banco estima dois preços-alvos diferentes para a companhia, além do cenário-base (R$ 15). O mais otimista, com o reajuste respeitado, levaria a ação a R$ 18. Caso ele seja respeitado apenas em 2017 e 2018 e apenas com a correção da inflação por mais seis anos, o preço-alvo observado é de R$ 11. A recomendação é de compra.

 

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