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S&P mantém ratings do Brasil; perspectiva segue estável à espera da eleição

Arena do Pavini - 10/08/2018 - 8:13

Por Angelo Pavini, da Arena do Pavini — A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) manteve hoje as notas de crédito em moeda local e internacional do Brasil, com perspectiva estável. As notas refletem a confiança na agência na capacidade do país pagar suas dívidas e tem impacto direto nos juros cobrados pelos investidores internacionais para comprar papéis do governo (soberanos) ou de empresas no mercado externo. Todos os países e empresas, ao vender papéis no exterior, são avaliados pelas agências de rating, que ajudam a definir o custo das ofertas ao avaliar o risco dos emissores. A perspectiva para o crédito indica se a agência está preparando algum movimento, para aumentar ou reduzir a nota no curto prazo.

As notas em moeda local e em moeda estrangeira foram mantidas em BB- para prazos longos e em B para curtos. A agência lembra em relatório que a eleição presidencial está marcada para outubro em meio a um amplo universo de candidatos e altos níveis de desencanto dos eleitores. Eleitos, os políticos – tanto o presidente como o Congresso – enfrentarão um desafiante cenário fiscal e a necessidade de implementar reformas significativas para corrigir o desequilíbrio fiscal estrutural e reduzir o ritmo de aumento da dívida pública e reverter a fraqueza das classificações de risco.
Os atrasos no avanço das medidas fiscais corretivas até o momento e as incertas perspectivas políticas após as eleições de 2018 pesam sobre o risco soberano do Brasil e sobre sua credibilidade, diz a S&P. “Estamos afirmando nossa nota de crédito soberano de longo prazo em ‘BB-‘ e de curto prazo em ‘B’”, informa a nota da agência. Já a perspectiva estável dos ratings reflete a visão de que o comparativamente sólido perfil externo do Brasil e a flexibilidade e credibilidade de suas políticas monetária e cambial ajudam a ancorar a classificação de longo prazo em ‘BB-‘ no próximo ano, equilibrando as fraquezas econômicas e fiscais e a incerteza com as eleições presidenciais de 2018.

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