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Rossi tem prejuízo líquido de R$ 161,8 mi no 2º trimestre, piora de 29,4%

14/08/2017 - 23:07

Rossi

A Rossi Residencial registrou prejuízo líquido de R$ 161,8 milhões no segundo trimestre de 2017, resultado 29,4% maior que a perda de R$ 125 milhões apurada no mesmo período de 2016. No semestre, o prejuízo da construtora foi de R$ 324,7 milhões, 21,5% maior que o verificado nos primeiros seis meses de 2016.

O Ebitda (juros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Rossi ficou negativo em R$ 90,6 milhões entre abril e junho, ante resultado negativo de R$ 41 milhões no segundo trimestre de 2016. Na mesma base de comparação, a margem Ebitda negativa passou de 33,9% para 132,5%. No semestre, o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 151,1 milhões, ante resultado negativo de R$ 104,3 milhões informado nos primeiros seis meses de 2016, piora de 44,9%.

A receita líquida da Rossi proveniente da venda de imóveis e serviços ficou em R$ 68,3 milhões no segundo trimestre, indicando recuo de 43,4% em relação ao informado um ano antes. No acumulado do semestre, a queda foi de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 207 milhões. O fraco desempenho é atribuído à deflação apurada no segundo trimestre pelo IGP-M. As vendas líquidas da Rossi no segundo trimestre somaram R$ 56,2 milhões, alta de 195,8% na comparação anual.

No primeiro semestre, as vendas líquidas somaram R$ 161,6 milhões, registrando um salto de 345,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os distratos ficaram em R$ 136,2 milhões no trimestre, avanço de 51%. No acumulado de 2016, as rescisões caíram 37%, para R$ 317,2 milhões. Entre abril e junho, o resultado financeiro líquido da construtora foi negativo em R$ 56,9 milhões, indicando uma piora de 28,5% ante o mesmo período do ano anterior, quando o resultado foi negativo em R$ 44,3 milhões.

O desempenho é atribuído ao crescimento do endividamento corporativo e consequente aumento das despesas financeiras. Ao final de junho, a dívida líquida da Rossi chegou a R$ 2,006 bilhões, avanço de 1,2% em relação ao valor de março de 2017. A alavancagem da construtora, medida pela relação dívida líquida e patrimônio líquido, passou de 352,9% para 510% em três meses.

(Por Fabiana Holtz, especial para a AE)

Última atualização por - 05/11/2017 - 13:58

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