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Rodolfo Amstalden: Onde investem os azarados como eu?

Opinião - 20/01/2019 - 16:49

Por Rodolfo Amstalden, da Empiricus Research

Investir não é sobre estar certo.

Se fosse, não haveria tantos investidores enriquecendo ao redor do mundo com títulos públicos, câmbio, ações e ativos imobiliários.

O que fazem esses bons investidores para enriquecer com inteligência?

Ironicamente, eles abrem mão de estarem certos, abrem mão de desejar certitude.

Investir não é sobre estar certo desde sempre, mas sim sobre saber se expor a cenários nos quais, eventualmente, você estará certo.

Ou, na linguagem talebiana, x é diferente de f(x), onde x é um evento/ativo qualquer e f(x) é a sua forma de exposição àquele evento/ativo.

Veja só o que acontece quando tentamos investir com total certitude, construindo posições financeiras com base em previsões(!).

No ano 2000, celebrando a chegada do novo milênio, a revista Fortune publicou uma carteira de ações apelidada de “Buy and Forget” – ou seja, “Compre e Esqueça”.

Com isso, os editores da Fortune propunham uma lista de dez empresas que triunfariam destacadamente na década por vir, justificando os catalisadores de cada uma delas.

O print a seguir mostra essas dez empresas, com o preço de suas ações no ano 2000 e o também com o preço que elas atingiram em 17 de setembro de 2012.

Dentre as dez empresas, duas (Nortel e Enron) viraram pó.

Outras sete significaram prejuízos.

E apenas uma (Genentech) proporcionou lucros, embora módicos para um período tão dilatado (+26,7%).

Não estou dizendo que é impossível se dar bem com previsões. Você até pode ficar rico querendo prever um futuro de triunfos destacados. Basta ter muita sorte.

Como eu sou um sujeito azarado, prefiro investir em f(x).

O que é investir em f(x) no momento?

Estar com os títulos da carteira de Tesouro Direto do High Yield, ou com as empresas do nosso portfólio de Melhores Ações da Bolsa.

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