Raízen (RAIZ4): ‘Reduzir o endividamento é prioridade e controladores estão comprometidos a injetar capital’, diz CEO
O CEO da Raízen (RAIZ4), Nelson Gomes, afirmou nesta sexta-feira (13) que as controladoras da joint venture, Shell e Cosan, estão comprometidas em injetar capital na companhia para lidar com a alta alavancagem, que atingiu 5,3 vezes nesse trimestre.
Gomes reforçou que a companhia chegou a um ponto de inflexão onde a execução operacional de forma isolada não é suficiente para mitigar o desequilíbrio da estrutura de capital.
“Os controladores se comprometeram a contribuir capital dentro de uma solução consensual, estruturante e definitiva”, disse durante teleconferência de resultados do 3T26.
O executivo ressaltou que a companhia espera concluir a venda de seus ativos na Argentina no final do ano-fiscal 2026, que, segundo analistas, poderia render cerca de US$ 1,6 bilhão.
Ele também destacou a volta do foco da companhia no seu core business, ou seja, a produção de açúcar e etanol, além da distribuição de combustíveis e lubrificantes. O CEO também falou sobre a revisão do escopo de operação de trading, com foco em retorno, redução de risco e volatilidade.
Mais cedo, a Raízen registrou um prejuízo líquido de R$ 15,65 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/2026 (3T26) contra um prejuízo de R$ 2,57 bilhões no terceiro trimestre da safra 2024/2025 (3T25).
“No 3T26, o resultado refletiu o impacto pontual (sem efeito caixa) no montante de R$ -11,1 bilhões relacionado a constituição de provisão para não realização (sem efeito caixa) de determinados ativos”, informou a empresa em comunicado divulgado ao mercado.