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Raízen (RAIZ4) despenca em agosto, mas fecha mês com fôlego após notícias positivas

30 ago 2025, 16:46 - atualizado em 30 ago 2025, 16:46
raizen raiz4
(Imagem: Raízen/Divulgação)

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A Raízen (RAIZ4) encerrou agosto entre as maiores quedas do Ibovespa, acumulando desvalorização de 17,61% no mês. O resultado foi pressionado principalmente pelo balanço trimestral abaixo do esperado e pela frustração em torno de rumores de uma possível parceria com a Petrobras (PETR4).

Apesar disso, a ação ensaiou recuperação na reta final: entre 25 e 29 de agosto, subiu 12,50%, impulsionada por notícias positivas para o setor e por uma operação de venda de ativos.

Pressão com balanço e ruídos de mercado

No primeiro trimestre da safra 2025/26, a Raízen registrou prejuízo líquido de R$ 1,8 bilhão, revertendo o lucro de R$ 1,1 bilhão obtido no mesmo período da safra anterior. O Ebitda ajustado caiu 23,4%, para R$ 1,9 bilhão, abaixo da estimativa de R$ 2,16 bilhões projetada pela LSEG.

A companhia atribuiu o desempenho a condições climáticas adversas, perdas de inventário no Brasil e na Argentina e à extensão da manutenção da refinaria de Buenos Aires. O mercado também projetava um prejuízo menor, de R$ 884,7 milhões.

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Outro fator que trouxe volatilidade foi a especulação de que a Petrobras estudaria investir na Raízen. A notícia chegou a levar a ação a disparar 10,5% em um pregão, mas a estatal negou oficialmente qualquer negociação, o que intensificou a pressão sobre os papéis.

Alívio com operação policial e venda de usinas

Na última semana de agosto, dois eventos ajudaram a sustentar a recuperação da ação. O primeiro foi a megaoperação contra fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, que envolveu fundos de investimento e fintechs usados para movimentar recursos ligados ao crime organizado.

Analistas do UBS BB e do Citi avaliaram que a postura mais rigorosa contra operadores irregulares tende a ser positiva para empresas em conformidade, como a Raízen, ao reduzir a concorrência desleal e favorecer as margens do setor.

O segundo movimento foi a venda das usinas Rio Brilhante e Passa Tempo, no Mato Grosso do Sul, para a Cocal Agroindústria por R$ 1,54 bilhão. O valor será pago à vista e a operação inclui também a cessão de cana própria e contratos de fornecedores.

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Segundo a Raízen, a decisão está alinhada à estratégia de otimização do portfólio, simplificação das operações e aumento da rentabilidade. Após a conclusão do negócio e de outros desinvestimentos já anunciados, a companhia terá 25 usinas em operação, com capacidade instalada de moagem de cerca de 75 milhões de toneladas por safra.

Recuperação parcial

A combinação dessas notícias levou a Raízen a encerrar a última semana de agosto com alta acumulada de 12,50%, trazendo algum alívio aos investidores. Ainda assim, o desempenho mensal negativo manteve a companhia entre as piores performances do Ibovespa no período.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua há 3 anos na redação e produção de conteúdos digitais no mercado financeiro. Anteriormente, trabalhou com produção audiovisual, o que a faz querer juntar suas experiências por onde for.
juliana.caveiro@moneytimes.com.br
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