AgroTimes

Raízen altera ticker de ações preferenciais a partir desta terça-feira (3); veja como fica

03 nov 2026, 11:02 - atualizado em 03 nov 2026, 14:22
raizen-raiz4-empresas cosan
(Imagem: Divulgação)

A Raízen informou ao mercado que, a partir desta terça-feira (3), suas ações preferenciais classe A (PNA) passam a ser negociadas na B3 sob o novo código RAIZ55, substituindo o ticker RAIZ4.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A mudança ocorre em continuidade ao comunicado divulgado pela companhia em 26 de outubro e faz parte da reorganização da negociação dos papéis preferenciais da empresa.

Segundo a Raízen, as ações PNA passarão a ser negociadas com fator de cotação de 100 ações e lote padrão de 100 papéis. Já as posições inferiores ao lote padrão continuarão sendo negociadas normalmente no mercado fracionário.

A companhia ressaltou que a alteração não afeta a participação dos investidores nem os direitos vinculados aos ativos. De acordo com a empresa, a mudança também não modifica o valor das posições detidas pelos acionistas, impactando apenas a forma de expressão do preço dos papéis, conforme as regras operacionais da B3.

A Raízen destacou ainda que a quantidade de valores mobiliários em carteira permanece inalterada, sem necessidade de qualquer ação por parte dos investidores.

Raízen atravessa processo de reestruturação financeira

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A mudança do ticker ocorre em meio ao momento mais desafiador da história da Raízen. A companhia entrou em recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas, após um período marcado por forte alavancagem, juros elevados, impactos climáticos sobre a produção de cana e pressão nas margens dos negócios de açúcar, etanol e bioenergia.

Nos resultados mais recentes, a empresa reportou prejuízo líquido de R$ 7,3 bilhões no quarto trimestre da safra 2025/26 e encerrou o período com dívida líquida de R$ 58,2 bilhões. Ao longo do exercício, a companhia contabilizou baixas contábeis (impairments) de R$ 22,5 bilhões relacionadas à reavaliação de ativos e à deterioração de sua situação financeira.

Como parte do plano de recuperação, a Raízen obteve apoio de mais de 80% dos credores para sua reestruturação, que prevê aporte de R$ 3,5 bilhões pela Shell, conversão de parte dos créditos em ações e refinanciamento das dívidas remanescentes.

A companhia também acelerou a venda de ativos para reduzir a alavancagem. Segundo a administração, os desinvestimentos já somaram R$ 12 bilhões, enquanto a estratégia atual prioriza geração de caixa, corte de investimentos e simplificação do portfólio, após anos de expansão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar