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Radar do mercado: O que importa para a bolsa hoje, segundo 5 analistas

16 dez 2021, 9:57 - atualizado em 16 dez 2021, 9:57
Nyse Wall Street Mercados
Fomc anunciou que dobrará o ritmo em que reduzirá seu programa de compra de títulos. (Reprodução)

A repercussão da decisão do Fed, o banco central dos Estados Unidos, o avanço da ômicron e a discussão sobre a PEC dos Precatórios são alguns dos destaques do dia, segundo o relatório matinal de corretoras nesta quinta-feira (16).

O Ibovespa futuro subia 0,95% pela manhã, aos 110 mil pontos. As bolsas internacionais amanhecem positivas, com alta de 0,5% nos EUA e avanço de 1,2% na Europa, enquanto investidores digerem a decisão do Fed.

Na China, o mercado encerra em alta de 0,6%, em meio a expectativas de que o acesso ao crédito poderá ser facilitado no país, com uma possível redução na taxa dos empréstimos pela primeira vez desde abril de 2020.

Veja o que dizem alguns dos principais analistas do país sobre esta quinta:

XP: À espera dos BCs

A XP Investimentos destaca que o Fomc, comitê de política monetária do banco central dos EUA, manteve a taxa dos Fed Funds perto de zero ontem, como esperado. A maioria dos membros do comitê projeta três altas nas taxas de juros em 2022, “uma mudança relevante em relação às projeções de três meses atrás (um aumento)”, diz a corretora.

O Fomc também anunciou que dobrará o ritmo em que reduzirá seu programa de compra de títulos. Os mercados de ações reagiram positivamente à decisão do Fed, acreditando que o aperto monetário ajudará a combater a inflação elevada, sem afetar a economia de forma significativa, lembra a XP.

“Na onda do Fed, vários bancos centrais tem decisões de política monetária hoje, entre eles o Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra, o Banco do Japão e o Banxico (México)”, diz.

Segundo a corretora, o mercado espera um tom duro na maioria deles, em um esforço conjunto para conter as pressões inflacionárias globais.

Rico: E a Ômicron não dá sossego

A Rico sublinha que o Reino Unido atingiu ontem o maior número de casos diários de coronavírus desde o início da pandemia, em parte pela aceleração das contaminações pela nova variante.

“O principal conselheiro médico do governo pediu que a população reforce o distanciamento social”, destaca a corretora.

Commcor

A Commcor diz que a aprovação na Câmara da PEC dos Precatórios continuará repercutindo positivamente.

“Apesar de não ser considerado o ideal pelo mercado, a PEC limita a possibilidade de que outros caminhos mais agressivos em relação ao fiscal sejam tomados em prol de um financiamento do Auxílio Brasil”.

Mirae Asset

A Mirae Asset lembra que o Banco Central divulgou há pouco o Relatório Trimestral de Inflação, com a previsão do PIB 2021 (de 4,7% para 4,4% e para 2022 de 2,1% para 1%) e IPCA (de 2021 está mantido em 10,2% e para 2022 em 4,7%).

“Nos EUA saem pedidos de auxílio desemprego semanal, novas construções residenciais de novembro e PMIS industrial, serviços e composto de dezembro”, destaca a corretora.

Genial

A Genial destaca que a combinação de negócios entre a Hapvida e GNDI foi aprovada no Cade sem restrições e sublinha a notícia de que o BNDES pretende colocar à venda 70 milhões de ações que possui da JBS, equivalente a R$ 2,6b e a 2,95% do valor de mercado total do frigorífico.

“Mesmo após o block trade (operação de venda envolvendo um número grande de ações negociados de uma só vez), o banco ainda vai ser dono de 21,5% da companhia, porém a tendência é que o BNDES continue se desinvestindo da JBS”.

No curto prazo, isso pode causar uma pressão vendedora no papel, impactando negativamente o preço da ação, diz a Genial. A corretora diz ver a notícia como positiva, “pensando no longo prazo, pois a saída do BNDES aumenta a possibilidade do frigorífico listar as suas ações na bolsa americana, o que tornará a empresa cada vez mais atraente para investidores”.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças pela Estácio. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
kaype.abreu@moneytimes.com.br
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Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças pela Estácio. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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