Mercados

Radar do mercado: O que esperar da bolsa hoje, segundo 4 analistas

10 dez 2021, 9:48 - atualizado em 10 dez 2021, 9:52
Supermercado Consumo Inflação
(Imagem: Agência Brasil/Tânia Rêgo)

A expectativa sobre a inflação no Brasil e nos Estados Unidos dominam os relatórios das corretoras nesta sexta-feira (10).

Há pouco, o IBGE informou uma desaceleração do IPCA a 0,95% em novembro, chegando a 10,74% em 12 meses. Os dados estão abaixo das expectativas de avanço mensal de 1,09% e alta anual de 10,90%.

O Ibovespa futuro subia 1,22%, após queda expressiva do principal índice da bolsa na quinta. As bolsas internacionais amanhecem mistas, com alta de 0,3% nos EUA e queda de 0,4% na Europa.

Na China, ambos os índices CSI 300 e Hang Seng caíram 0,5% e 1,1%, respectivamente, em um reflexo do rebaixamento da Evergrande e Kaisa para restricted default pela Fitch, indicando que as empresas oficialmente deram calote em alguma obrigação financeira.

Veja o que dizem alguns dos principais analistas do país sobre esta sexta:

Mirae

A Mirae Asset destacou que divulgação da inflação ao consumidor no Brasil melhorou a sinalização do comportamento do Ibovespa para hoje.

Mas a corretora disse que é preciso aguardar a divulgação do indicador de inflação nos EUA, que irá definir os rumos das bolsas de valores daquele país, com influência no comportamento do Ibovespa.

Commcor

A Commcor comentou antes da abertura do mercado que, considerando que o Copom já deu o “choque adicionalmente hawkish” em sua última decisão, maior volatilidade tendia a estar reservada para a um IPCA consideravelmente abaixo do esperado, enquanto dado em linha com expectativas se somariam ao movimento já em curso.

A corretora lembra do CPI norte-americano de novembro, a ser divulgado às 10h30. “Não precisa ser um grande analista para entender a relevância de tais dados no atual momento de normalização da política monetária da maior economia global, a qual já contou com o Fed iniciando o chamado tapering (redução no ritmo de compras de ativos/injeção de liquidez) no mês passado”.

XP

A XP disse acreditar que, apesar do choque inflacionário em curso nos EUA, pensa que 2022 e 2023 serão anos de desinflação significativa.

“Continuamos acreditando na tese de que pelo menos 75% do atual choque inflacionário que os EUA estão experimentando está relacionado às ineficiências de abastecimento que se seguiram ao surgimento da crise covid-19”, disse a corretora.

“Estes fatores devem se reequilibrar nos próximos anos”.

Genial

A Genial destaca que os investidores reagiram bem à decisão do Congresso de fatiar a PEC dos Precatórios. Com o fatiamento, a parte referente aos recursos para financiar o Auxílio Brasil, que se propõe a transferir R$ 400,00 por família/mês, poderá começar a ser pago já em dezembro de 2021.

Por outro lado, algumas mudanças que foram introduzidas pelos senadores na PEC aprovada na Câmara voltarão para a análise dos deputados e será votada em rito rápido, sem passar pelas comissões, indo direto ao plenário.

Para a Genial, a aprovação do fatiamento reduz estas incertezas.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças pela Estácio. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
kaype.abreu@moneytimes.com.br
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Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças pela Estácio. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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