Longe dos holofotes de outros bancos, o Pine (PINE4) encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro 170% maior do que no mesmo período de 2024, a R$ 183 milhões, mostra documento enviado ao mercado nesta segunda-feira (9).
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Na base anual, o lucro subiu 72%, para R$ 443,6 milhões.
E esse não é o único número a saltar os olhos. O retorno sobre o patrimônio recorrente do banco chegou a 36%, alta de 14,4 pontos percentuais.
No relatório, o banco diz que a cifra foi impactado, positivamente, pela transação de reorganização do varejo
colateralizado coma a alienação da participação na BYX, atingindo um lucro líquido contábil de R$ 443,6 milhões, com ROE de 33,4%.
Desde o ano passado, o Pine vem chamando a atenção pela entrega de números fortes — movimento que também se refletiu na bolsa. A ação disparou cerca de 200% em 2025 e acumula alta adicional de 9% neste ano.
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A chamada ‘virada’ do banco não passou despercebida pelos analistas. Antes sem qualquer recomendação do sell side, o Pine ganhou cobertura de quatro casas de uma tacada só — todas com recomendação de compra.
Considerado um banco médio, a linha de atuação se concentra em carteiras colateralizadas — em bom português, carteiras que possuem garantias, ou seja, crédito menos arriscado, como empréstimos consignados.
Essa carteira encerrou o ano em R$ 10,6 bilhões, aumento de 27,2% frente a 2024, refletindo a maior diversificação e avanço da carteira com a linha de crédito consignado privado e o ganho de escala na operação de cartões benefício e consignado, além do cross-sell com outros produtos financeiros.
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“Em 2025, tivemos avanços relevantes no segmento, com produtos digitais, colateralizados e escaláveis que ampliaram a nossa base de clientes, aprofundaram o relacionamento e elevaram a rentabilidade. O uso intensivo de dados e de tecnologia reforçou a eficiência para dar continuidade ao crescimento com retorno atrativo e ajustado ao risco”, comenta Clive Botelho, membro do comitê executivo do Banco Pine.
Para o Safra, os resultados do Pine continuaram a se beneficiar da expansão da carteira de crédito consignado privado (R$ 580 milhões; alta de 300 mil clientes).
O portfólio de maior rentabilidade (consignado privado + cartões de crédito consignados) cresceu 13% no trimestre para R$ 4,9 bilhões, passando a representar 28% da carteira total (ante 25% no 3T25).
“Como resultado, a margem financeira líquida (NIM) segue em trajetória de alta, o que deve sustentar níveis robustos de rentabilidade (ROE acima de 30%) nos próximos trimestres”.
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Outros números do Pine
A receita total do banco saltou 240%, para R$ 496,4 milhões. Já a carteira de crédito expandida cresceu em ritmo mais moderado, alcançando R$ 17 bilhões, alta de 24%.
A margem financeira bruta disparou 332%, somando R$ 442 milhões. Em contrapartida, o índice de inadimplência acima de 90 dias subiu 1,1 ponto percentual, para 1,9%.
A provisão para perdas esperadas (PDD) — colchão usado pelos bancos para se protegerem contra calotes — caiu 11% em relação ao trimestre anterior, totalizando R$ 180 milhões.
As despesas administrativas e de pessoal, por outro lado, somaram R$ 86 milhões, alta de 32,7% na comparação anual.
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Oferta de ações no radar?
O crescimento também fez o banco ‘namorar’ uma oferta de ações.
Em comunicado de esclarecimento a uma reportagem do Valor Econômico, o Pine afirmou que avalia de forma recorrente alternativas que possam ‘contribuir para o fortalecimento de sua base acionária e para a ampliação da liquidez’.
‘Isso pode incluir a realização de uma oferta pública subsequente de distribuição primária de ações de, inicialmente, R$ 275 milhões’, diz o texto.
Analistas já vinham apontando a possibilidade de o banco levantar capital no mercado, diante da forte expansão dos resultados e da valorização expressiva dos papéis.
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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