Quem é a Circle, emissora de uma das stablecoins mais populares do mundo — e que quer abrir capital nos EUA

A Circle, emissora da sétima maior criptomoeda do mundo, a stablecoin USDC (USDC) irá finalmente abrir capital nos Estados Unidos.
O pedido de oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) foi submetido oficialmente na última terça-feira (1º) e ainda está sujeito à aprovação dos órgãos reguladores.
A operação ainda está sujeita à aprovação dos reguladores dos EUA e a empresa planeja listar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) com o ticker CRCL, segundo os documentos enviados à SEC, a CVM norte-americana.
De acordo com a Fortune, a empresa estima que o IPO possa movimentar algo entre US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões, aproximadamente R$ 28,4 bilhões.
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Mas afinal, quem é a Circle?
Criada em 2013, a Circle nasceu com o objetivo mais amplo de incorporar tecnologias digitais no mercado financeiro. Nos últimos anos, a empresa se concentrou nos últimos anos no mercado de criptomoedas.
Em 2018, a Circle se juntou à Coinbase, maior corretora de criptomoedas (exchange) dos Estados Unidos e uma das maiores do planeta, lançaram juntas o USDC através do Centre Consortium, uma joint venture entre as empresas.
Mas, segundo os documentos do IPO da Circle afirmou que adquiriu “a participação patrimonial remanescente de 50% no Centre Consortium” da Coinbase em 2023, por US$ 210 milhões em ações.
Em dezembro daquele ano, a joint venture foi dissolvida e a Circle se tornou a única emissora da USDC.
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Apoio às stablecoins
O momento é bastante favorável para as stablecoins.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já sinalizou que há um maior incentivo governamental às stablecoins proprietárias, como USDC e USDT, em detrimento da criação de um dólar digital (Central Bank Digital Currency ou CBDC).
“Não vemos um cenário de briga, vemos um cenário de ‘multistablecoins’, dado o posicionamento do governo americano”, comenta Guto Antunes, head da Itaú Digital Assets. Leia mais aqui.