Queda do Bitcoin (BTC): Esse analista está com o dinheiro parado no caixa só esperando um sinal claro de retomada
O Bitcoin (BTC) chegou a perder aproximadamente 50% do valor desde as máximas histórias até o pior momento da mais recente queda do mercado de criptomoedas.
“É inegável dizer que nós estamos em um bear market agora”, afirmou Valter Rebelo, head de research de criptomoedas da Empiricus. “Não temos evidências de que estamos aqui em um momento de compra apostando em alta, mas sim de mais cautela”.
Em entrevista ao podcast Touros e Ursos do portal Seu Dinheiro, Rebelo contou o que a casa de análise tem feito para se posicionar nesta situação. “Primordialmente a gente está em caixa hoje”, comenta, fazendo referência à estratégia de manter recursos guardados para aproveitar oportunidades a partir de sinais positivos.
Ainda assim, o analista não está apostando em uma queda (short, no jargão do mercado) maior. Isso porque ele vê um padrão de formação de “fundo” nas cotações atuais do bitcoin.
“O fundo de um ciclo tende a ser o topo de outro. Hoje, o Bitcoin está rondando os US$ 68 mil, US$ 69 mil, uma faixa plausível para a gente ver um fundo”.
Qual é o exato momento do Bitcoin (BTC) agora?
Outro convidado da mesa, Gabriel Bearlz, analista da Mercurius Crypto, enxerga que, embora uma queda de 50% nos preços assuste, ela é inferior às correções históricas de 70% a 80% vistas em ciclos passados.
“Isso sinaliza uma volatilidade decrescente à medida que o ativo amadurece”, comenta.
“Nós não tivemos uma grande crise agora, ao contrário do “inverno cripto” de 2022, como a quebra da FTX, nem um cenário macroeconômico de recessão iminente. É uma correção passageira em um momento de rotação de capital”, diz.
Por fim, o analista da Mercurius faz a mesma recomendação de diversas outras casas para investir com segurança ao longo de 2026: o “arroz com feijão” bem-feito. A recomendação é manter a base nos líderes do setor: 70% em Bitcoin, 15% em Ethereum (ETH) e 15% em Solana (SOL).