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Quanto vale a Embraer? UBS e Morgan Stanley opinam

Gustavo Kahil - 16/08/2018 - 16:52

O UBS voltou a fazer a sua análise nesta quarta-feira (15) sobre as ações da Embraer (EMBR3), mas não chegou a números que possam animar muito os investidores. A avaliação do time composto por Myles Walton, Louis Raffetto e Emilee Deutchman chegou a um preço-alvo de US$ 20 por papel negociado em Nova York, que representa os ativos negociados no Brasil. Como ele é negociado a US$ 18,65 (preço de quarta-feira), o potencial de valorização é de 7%. Por isso a recomendação apenas neutra.

“A Embraer tem sido um ator disruptivo no mercado de aviação por 20 anos. Eles investiram generosamente em inovações de produto non segmento comercial, jatos executivos e na área militar, mas nunca alcançou retornos adequados”, apontam os analistas. Eles lembram que a joint-venture recente na aviação comercial com a Boeing ficará com a fatia mais atrativa, deixando as unidades de jatos executivos e de Defesa com a brasileira, que têm apresentado desempenhos inconsistentes.

O Morgan Stanley, por sua vez, optou por elevar a recomendação de equal-weight (neutra) para overweight (compra – alocação acima da média) nesta quinta-feira (16) e citou que a queda recente dos ativos desde a parceria com a Boering, de 29%, os deixou mais atraente. O preço-alvo foi elevado de US$ 20,90 para US$ 23,50. “Além disso, acreditamos que o mercado está atribuindo pouco valor para as divisões executiva e de defesa e também potencialmente colocando no preço um excesso de risco de que o acordo seja bloqueado”, destaca a equipe de análise liderada por Josh Milberg.

E o que ficou?

O UBS assume que o negócio de aviação comercial é vendido para a Boeing (80%, continuando 20% para a Embraer), o que criaria US$ 14 em dinheiro. Este segmento responde por 75% do Ebitda ajustado esperado para 2018 e praticamente 100% do reportado, o que sugere uma projeção para 2019 com 18% de melhora para as áreas restantes executiva e defesa. Segundo os analistas, o múltiplo pago pelo mercado também não deverá ser maior do que 4 a 5 vezes dado o nível atual de 6,7 vezes o valor da empresa sobre o Ebitda atual e que considera a companhia inteira.

O banco tem uma perspectiva “modestamente positiva” para os jatos executivos devido ao estoque de usados e a estabilização de preços. Entretanto, o crescimento da utilização permanece baixo e a concorrência de fabricantes de peças permanece alta. O relatório pontua que outros concorrentes subsidiam seus negócios de peças com pós-venda, mas a jovem frota da Embraer a coloca em desvantagem. Na Defesa, o avião KC-390 é visto como um produto forte, mas a incerteza política e orçamentária no Brasil reduz o otimismo. Por fim, o aumento de subsídios  podem acabar por compensar as sinergias compartilhadas do novo negócio de jatos sob o controle da Boeing.

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