Petróleo em queda livre e no menor nível desde 2021; o que pressiona os preços hoje (4)

Os preços do petróleo seguem em queda livre nesta sexta-feira (4) com temor de guerra comercial após tarifas anunciadas por Donald Trump na quarta-feira (2). O valor já atingiu o menor nível registrado desde abril de 2021.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho, encerraram com recuavam, às 9h40 (horário de Brasília), 6,25%%, a US$ 65,45 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, para maio, caíam 7,09%, a US$ 62,20 o barril, em New York Mercantile Exchange (Nymex).
Para aumentar ainda mais o temor internacional, a China anunciou nesta sexta-feira (4) uma série de tarifas comerciais adicionais e restrições a produtos dos Estados Unidos como uma contramedida às amplas tarifas impostas ao país por Trump.
O Ministério das Finanças da China disse que vai impor tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos norte-americanos a partir de 10 de abril.
Além disso, na quinta-feira (3), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, que são liderados pela Rússia, (Opep+) decidiu avançar com o plano de eliminar gradualmente os cortes na produção de petróleo a partir de maio — e surpreendeu o mercado.
No próximo mês, a Opep+ deve aumentar produção do óleo bruto em 411 mil barris por dia (bpd).
A reação das petroleiras brasileiras ontem foi desenfreada. Brava Energia (BRAV3) encerrou a sessão com baixa de 7,18%, a R$ 21,06. Na mínima do dia, os papéis caíram 12,03%, a R$ 21,29. Na sequência, Prio (PRIO3) recuou 6,95%, a R$ 36,83; PetroReconcavo (RECV3) caiu 5,54%, a R$ 15,70.
No caso de Petrobras, as ações ordinárias (PETR3) teve desempenho negativo de 3,53%, a R$ 39,38, enquanto as ações preferenciais (PETR4) operaram com queda de 3,23%, a R$ 36,00.
*Com Liliane de Lima