Petróleo

Petróleo em queda livre e no menor nível desde 2021; o que pressiona os preços hoje (4)

04 abr 2025, 10:00 - atualizado em 04 abr 2025, 10:17
petroleo
(Imagem: REUTERS/Vasily Fedosenko)

Os preços do petróleo seguem em queda livre nesta sexta-feira (4) com temor de guerra comercial após tarifas anunciadas por Donald Trump na quarta-feira (2). O valor já atingiu o menor nível registrado desde abril de 2021.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho, encerraram com recuavam, às 9h40 (horário de Brasília), 6,25%%, a US$ 65,45 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, para maio, caíam 7,09%, a US$ 62,20 o barril, em New York Mercantile Exchange (Nymex).

Para aumentar ainda mais o temor internacional, a China anunciou nesta sexta-feira (4) uma série de tarifas comerciais adicionais e restrições a produtos dos Estados Unidos como uma contramedida às amplas tarifas impostas ao país por Trump.

O Ministério das Finanças da China disse que vai impor tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos norte-americanos a partir de 10 de abril.

Além disso, na quinta-feira (3), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, que são liderados pela Rússia, (Opep+) decidiu avançar com o plano de eliminar gradualmente os cortes na produção de petróleo a partir de maio — e surpreendeu o mercado.

No próximo mês, a Opep+ deve aumentar produção do óleo bruto em 411 mil barris por dia (bpd).

A reação das petroleiras brasileiras ontem foi desenfreada.  Brava Energia (BRAV3) encerrou a sessão com baixa de 7,18%, a R$ 21,06. Na mínima do dia, os papéis caíram 12,03%, a R$ 21,29. Na sequência, Prio (PRIO3) recuou 6,95%, a R$ 36,83; PetroReconcavo (RECV3) caiu 5,54%, a R$ 15,70.

No caso de Petrobrasas ações ordinárias (PETR3) teve desempenho negativo de 3,53%, a R$ 39,38, enquanto as ações preferenciais (PETR4) operaram com queda de 3,23%, a R$ 36,00.

*Com Liliane de Lima

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua há 3 anos na redação e produção de conteúdos digitais no mercado financeiro. Anteriormente, trabalhou com produção audiovisual, o que a faz querer juntar suas experiências por onde for.
juliana.caveiro@moneytimes.com.br
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua há 3 anos na redação e produção de conteúdos digitais no mercado financeiro. Anteriormente, trabalhou com produção audiovisual, o que a faz querer juntar suas experiências por onde for.