Mercados

Petróleo tomba mais 6% com retaliação da China ao ‘tarifaço’ de Trump

04 abr 2025, 16:22 - atualizado em 04 abr 2025, 16:53
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O petróleo tem derrocada de mais de 8% com retaliação da China às tarifas impostas pelos Estados Unidos; Opep+ seguiu no radar (Imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração)

Os preços do petróleo estenderam as perdas da véspera e fecharam em forte queda nesta sexta-feira (3). A baixa foi impulsionada pela decisão da China em impor uma taxa sobre os produtos norte-americanos, em resposta ao plano tarifário dos Estados Unidos.

Na mínima da sessão, o Brent caiu para US$ 64,03 e o WTI atingiu US$ 60,45, o valor mais baixo em quatro anos.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho, encerraram com baixa de 6,50%, a US$ 65,58 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na semana, o Brent acumulou perda de mais de 9%, na maior queda semanal em termos percentuais em um ano e meio.



Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio caíram 7,41%, a US$ 61,99 o barril, em New York Mercantile Exchange (Nymex). Na semana, o WTI desvalorizou quase 10%, na maior baixa em dois anos. 

O que derruba o petróleo hoje?

O petróleo foi pressionado pelo segundo dia consecutivo com as tarifas de importação dos Estados Unidos em foco. Nesta sexta-feira (4), o país anunciou a taxação de 34% sobre a importação de produtos norte-americanos a partir de 10 de abril, como uma resposta à tarifa de mesma alíquota imposta pelo governo Trump aos produtos chineses.

“A China está respondendo às tarifas dos EUA, o que aumenta a percepção de que uma guerra comercial completa provavelmente ocorrerá, e isso é ruim para o sentimento do preço do petróleo”, escreveram os analistas Vicente Falanga e Ricardo França, do Bradesco BBI, em relatório.

Com isso, os investidores seguiram avaliando os impactos de uma possível guerra comercial global, que deve restringir o crescimento econômico mundial e, assim, limitar a demanda por combustível. Os EUA, por exemplo, são o maior consumidor do petróleo no mundo.

O Goldman Sachs revisou as estimativas para os preços do petróleo e passaram a projetar o barril do Brent a US$ 66 em dezembro deste ano. A estimativa anterior era de US$ 71 o barril.

Os investidores ainda repercutem a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, que são liderados pela Rússia, (Opep+) em avançar com o plano de eliminar gradualmente os cortes na produção de petróleo a partir de maio.

No próximo mês, a Opep+ deve aumentar a produção do óleo bruto em 411.000 barris por dia (bpd). O efeito nos preços é explicado pela relação entre oferta e demanda: quanto maior a oferta, os preços tendem a cair.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
liliane.santos@moneytimes.com.br
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