Petroleiras em queda livre: Brava Energia (BRAV3) despenca mais de 12% e Petrobras (PETR3;PETR4) cai 3%

Em dia de forte aversão ao risco no Brasil e no exterior, as petroleiras também operaram em forte queda. No Ibovespa (IBOV), as ações da Brava Energia (BRAV3) lideraram as perdas do setor e do principal índice da bolsa brasileira com recuo de mais de 12% durante o pregão.
BRAV3 encerrou a sessão com baixa de 7,18%, a R$ 21,06. Na mínima do dia, os papéis caíram 12,03%, a R$ 21,29. Na sequência, Prio (PRIO3) recuou 6,95%, a R$ 36,83; PetroReconcavo (RECV3) caiu 5,54%, a R$ 15,70.
No caso de Petrobras, as ações ordinárias (PETR3) teve desempenho negativo de 3,53%, a R$ 39,38, enquanto as ações preferenciais (PETR4) operaram com queda de 3,23%, a R$ 36,00. Acompanhe o Tempo Real.
A derrocada dos papéis das petroleiras está ligada ao desempenho do petróleo no mercado internacional. O contrato mais líquido do Brent, referência mundial, para junho despencou mais de 6% nesta quinta-feira (3), em ação à decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) em aumentar a produção a partir de maio e ao plano tarifário dos Estados Unidos.
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O que derruba o petróleo hoje?
Nesta quinta-feira (3), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, que são liderados pela Rússia, (Opep+) decidiu avançar com o plano de eliminar gradualmente os cortes na produção de petróleo a partir de maio — e surpreendeu o mercado.
No próximo mês, a Opep+ deve aumentar produção do óleo bruto em 411.000 barris por dia (bpd). O efeito nos preços é explicado pela relação entre oferta e demanda: quanto maior a oferta, os preços tendem a cair.
Além disso, o petróleo recua com a escalada da aversão ao risco. Antes da decisão da Opep+, os preços da commodity já registravam baixa de mais de 4% com o anúncio das tarifas de importação pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos países que são parceiros comerciais.
O impacto do plano tarifário está relacionado a uma possível guerra comercial global, que deve restringir o crescimento econômico mundial e, assim, limitar a demanda por combustível. Os EUA, por exemplo, são o maior consumidor do petróleo no mundo.