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Petrobras vê tendência clara de redução de despesas gerais e administrativas

Agência Estado - 14/11/2017 - 12:54

Executivos da Petrobras indicaram que a tendência é de redução das despesas gerais e administrativas. Segundo eles, levando em conta o período do primeiro trimestre de 2016 até o terceiro trimestre deste ano, verifica-se uma tendência clara de diminuição.

Questionados por analistas sobre o que teria ocorrido com os gastos no intervalo de julho a setembro, eles explicaram que houve despesas não recorrentes, como o pagamento a consultorias. As despesas gerais e administrativas somaram R$ 2,451 bilhões no terceiro trimestre deste ano, com alta de 10% em relação ao segundo trimestre.

O release de resultados divulgado na segunda-feira informava que essa linha refletiu basicamente gastos mais elevados com serviços de terceiros. Especificamente no caso das despesas operacionais da divisão de Gás e Energia, a piora se deve ao contrato relativo à NTS, explicaram.

Custo de extração

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, informou que o aumento dos custos de extração de petróleo e gás e também de produção em nove meses se devem, principalmente, ao câmbio.

No caso do custo de extração, especificamente, pesou também o aumento das despesas com o pagamento de participações governamentais, em função do crescimento da produção no pré-sal. A avaliação da diretora é que a empresa manteve os custos de extração e produção no acumulados dos nove primeiros meses do ano no mesmo patamar de igual período do ano anterior.

Em teleconferência com analistas de mercado, Solange também destacou o sucesso alcançado no pré-sal do campo de Marlim, na Bacia de Campos. Ela informou que, até meados de 2018, vai ser delimitada a descoberta junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

Cessão onerosa

Solange Guedes disse que a empresa tem todo o interesse de “fechar uma boa negociação para a empresa o mais rapidamente possível”, quando questionada por analista de mercado sobre as negociações com a União a respeito da cessão onerosa. “Reconhecemos a existência de volumes excedentes. Estamos adotando agora um tom formal e estamos dispostos e preparados para iniciar discussões com o governo”, comentou Solange.

(Por Fernanda Nunes e Karin Sato)

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