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Petrobras (PETR4) em queda livre: O prenúncio de dia difícil para os acionistas (e para o Ibovespa)

26 fev 2025, 22:26 - atualizado em 26 fev 2025, 22:34
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A Petrobras diz, no entanto, que pesou para o prejuízo o impacto da desvalorização cambial (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

A Petrobras (PETR4) engatou o segundo prejuízo consecutivo e pode ter acabado com o humor dos investidores. Em 2024, o lucro caiu 70% ante 2023. Os dividendos extraordinários também não vieram.

Por volta das 22h, as ADRs negociadas em Nova York derretiam 7%. Se confirmar a tendência, quem pode sofrer mesmo é o Ibovespa, já que a ação da estatal representa 12% do índice.

A bolsa vem de uma sequência de quedas e vê o rali de alta no ano ficar para trás. Em sete sessões, perdeu 3%. Nesta sessão, fechou em queda de quase 1%.

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Petrobras se explica

A Petrobras diz, no entanto, que pesou para o prejuízo o impacto da desvalorização cambial — um evento de natureza exclusivamente contábil — e o aumento das provisões, sem efeito caixa, nas despesas operacionais, compensados parcialmente pela redução no IR/CSLL.

Desconsiderando os eventos exclusivos, a Petrobras teria registrado o lucro de R$ 17,7 bilhões.

Ainda assim, número ficou abaixo da projeção de R$ 20,9 bilhões feita por analistas, em consenso reunido pela Bloomberg.

Também houve queda da receita de vendas de R$ 121,2 bilhões (9,7%) e Ebitda, que caiu 38,7% na base anual, a R$ 40,9 bilhões.

Por outro lado, a dívida líquida fechou no trimestre US$ 52,2 bilhões, aumento de 16,9% na base anual.

Enquanto isso, os investimentos realizados pela estatal em 2024 foram de US$ 16,6 bilhões, superando em 30% o valor do investimento registrado em 2023.

Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
renan.dantas@moneytimes.com.br
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.