Os vilões do IPCA de julho: Quais os responsáveis pelo possível fim da desinflação no Brasil?
A inflação brasileira deve voltar a acelerar em julho, após registrar no mês anterior a primeira deflação desde setembro de 2022. É o que apontam as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que será anunciado na sexta-feira (11).
De acordo com a estrategista de inflação da Warren Rena, Andréa Angelo, a expectativa é que o IPCA suba 0,06% e acumule variação de 3,93% em 12 meses. Já o economista da BGC Liquidez, Rafael Costa, projeta uma alta mensal de 0,08% do índice, e acumulado de 3,95% ano a ano.
Na análise da Warren, os principais riscos do número de julho devem vir de automóveis, gasolina, alimentação e despesas pessoais.
A aceleração mensal será acarretada pela gasolina, que deve apresentar alta de 4,2%. Esse movimento pode estar atrelado ao aumento de impostos federais cobrados por litro do combustível, que mais que compensou as reduções recentes no preço de venda da Petrobras (PETR3;PETR4) nas refinarias.
Outras pressões altistas, no mês, devem vir da deflação menor dos alimentos, principalmente in naturado, e do efeito também menor da medida de desconto nos preços dos automóveis — de -0,5%, após queda de -2,76% em junho.
Em relação aos preços de serviços, Costa, da BGC Liquidez, projeta inflação fraca, em parte por conta de variações de itens que se repetem do IPCA-15 para o fechado do mês, como: aluguel residencial (-0.05%) e empregado doméstico (+0.29%).
É o fim da queda da inflação no Brasil?
A estrategista de inflação da Warren diz que o dado de julho também deve marcar o início da aceleração da variação em 12 meses da inflação.
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Depois de atingir 3,93% em julho, o IPCA deve subir a 4,51% em agosto, até chegar a 5,2% em setembro. Só então, o índice pode iniciar novamente uma desaceleração em direção a 4,6% em dezembro, avalia Angelo.
A casa estima um IPCA de 4,60% ao final do ano de 2023, abaixo do teto da meta. E, para 2024, em 3,90%. Já a BGC Liquidez projeta uma inflação no patamar de 4,70% para 2023 e de 3,80% para o próximo ano.