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Adeus, orelhões: nova lei pode redirecionar investimento para 4G

Diana Cheng - 16/10/2018 - 19:07
(Pixabay)

Mudanças nos investimentos das concessionárias de linha fixa estão próximas de acontecer. Operadoras, como a Oi (OIBR3; OIBR4) e a Vivo (VIVT4), deixarão de gastar dinheiro com a manutenção e operação dos telefones públicos (orelhões) – um custo que vai de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões – para poder investir na expansão da rede 4G.

A proposta faz parte do novo Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), apresentado pelo ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações Gilberto Kassab ontem (15), durante a Futurecom, e que está para ser enviado ao presidente Michel Temer ainda nesta semana.

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Os investimentos feitos pelas operadoras, em troca da redução das obrigações, serão direcionados para a expansão da rede em 1.470 distritos onde não são fornecidos nenhuma antena 4G. Estima-se um investimento no valor de R$ 600 milhões para todas as concessionárias, e o prazo limite para que elas coloquem em prática os investimentos é de quatro anos.

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Na visão dos analistas do BTG Pactual Carlos Sequeira e Bernardo Teixeira, são ótimas notícias para as empresas de linha fixa: “Elas vão finalmente parar de jogar dinheiro em obrigações contratuais sem sentido”.

Outra proposta trazida à tona por Kassab durante a Futurecom dizia respeito à Conta Telecom. O ministro revelou que continuava otimista com a possibilidade de aprovação da conta neste ano, já que senadores estão alertas quanto à importância de aprovar a regularização o quanto antes. De acordo com o Teletime, blog especializado no setor, tudo indica que existe um acordo com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, para que a conta seja votada ainda em 2018.

“Como a aprovação da lei necessita apenas dos votos da maioria, isso tem sido sempre uma questão de ter os incentivos certos no lugar para que a conta seja aprovada”, argumentam Sequeira e Teixeira. “Se a informação da Teletime estiver correta, seriam ótimas notícias para o setor e para as concessionárias – especialmente para a Oi, mas também para a Vivo”.

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