O sonho acabou: Ibovespa em dólar cai mais de 3% com tarifas de Trump e risco de recessão global

Ontem, o Ibovespa (IBOV) até conseguiu driblar a queda do mercado internacional com a ideia de que o Brasil é o país que menos vai sofrer com as tarifas impostas por Donald Trump. No entanto, o pregão desta sexta-feira (4) promete ser diferente.
O iShares MSCI Brazil (EWZ), o principal fundo de índice (ETF) brasileiro em Nova York, está cai 3,49% no pré-market de hoje, cotado a US$ 25,41, por volta das 8h40.
O índice acompanha o resto do mercado: as bolsas europeias operam com queda de mais de 4%, avaliando os impactos da tarifa de 20% dos produtos da União Europeia exportados para os Estados Unidos. Já os futuros de Wall Street caem mais de 3%, com destaque para a Nasdaq (-4,16%).
Também pesa o anúncio de que a China vai impor uma série de tarifas comerciais adicionais e restrições a produtos dos EUA. O Ministério das Finanças chinês disse que vai impor tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos norte-americanos a partir de 10 de abril.
O temor dos investidores é de uma crise econômica generalizada. O JPMorgan elevou o risco de uma recessão global de 40% para 60%, após o anúncio das tarifas recíprocas para os produtos impostados pelos EUA, com a política comercial americana se tornando menos favorável às empresas.
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A perspectiva do banco para 2025 era de que o governo Trump agiria agressivamente em várias frentes, mas, ao mesmo tempo, incorporou seu compromisso de apoiar os negócios e a expansão econômica.
No entanto, as medidas adotadas pelo presidente estão afastando essa ideia. Os efeitos projetados são de um maior aumento de impostos sobre as famílias e empresas norte-americanas.
“Consideramos a implementação total das políticas anunciadas como um choque macroeconômico substancial não incorporado atualmente em nossas previsões. Essas políticas, se mantidas, provavelmente levariam a economia dos EUA e possivelmente a economia global à recessão este ano”, afirma Bruce Kasman, economista-chefe e chefe de pesquisa econômica global do JPMorgan.
*Com informação do Estadão Conteúdo