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Fintech

O que o marketing foi fazer numa fintech?

João Gabriel Chebante - 06/08/2017 - 12:15

João Gabriel Chebante é CEO e fundador da Chebante Brand Strategy e presta consultoria para diferentes segmentos do mercado financeiro

Já dizia Albert Einstein: “A vida é como andar de bicicleta. Para manter seu equilíbrio você deve continuar em movimento.” E neste sentido já venho há algum tempo questionando tanto sobre o rumo da atividade de marketing quanto da minha carreira em si. Para quem não sabe, tenho quase 13 anos de experiência em Inteligência de Mercado e gestão de marca, seja como colaborador ou consultor de empresas de diferentes portes. Fui responsável desde o plano de negócio e execução da maior empresa de limousines do país até a ações com grandes clubes de futebol.

Mas como sempre digo em rodas de amigos, ser consultor – que é a minha atividade principal até o momento – é como o Dedé Santana nos Trapalhões: você prepara o terreno para que o comediante principal leve os louros da piada. O problema nem é ser coadjuvante, mas não é sempre que você tem como cliente um Didi Mocó Colesterol.

Além do fator citado acima, tem a perspectiva de se testar, ir além do “cômodo” risco de aconselhar empresas e assumir a operação sob o viés de ter maiores ganhos pessoais. Pulando da ciência para a ficção “Com grandes poderes, vem grandes possibilidades.”, diria Peter Paker.  Na prática, chegou a hora de ver se no “mundo real” sou tão bom quanto na teoria transformei alguns dos meus clientes.

A tendência de um profissional de marketing seria de montar uma agência, ou evoluir dentro do conceito de consultoria que já realizo. Mas isso seria ficar no patamar atual, tanto de receita quanto de legado a ser entregue. E eu tenho a teoria que o futuro da verba de uma marca em breve ficará todo nas mãos de uma startup, ao invés da atual concorrência entre agência e consultoria.

Nesta trajetória de redescoberta dos seus objetivos (uma versão pessoal da construção de marca) faz pouco mais de dois anos que presto assistência a diferentes stakeholders do mercado financeiro. E percebi, além do trivial hoje que os agentes financeiros são vistos como vilões para o grande público, o profissional deste segmento tem ótimas habilidades para gerir dinheiro, mas não possuem grande experiência em transformar dinheiro em negócios, expansão e mudança de percepção. Ou seja, são ótimos da porta para dentro, mas pecam muito da porta para fora – que é aonde o mercado acontece.

Se pensarmos que, ao final do exercício de re-construção da minha marca pessoal (recomendo a todos)  cheguei à conclusão que meu propósito é de tornar o ambiente de negócios do país mais inteligente, uma pessoa/empresa por vez, talvez a forma mais tangível que posso influenciar e desenvolver este mantra reside justamente no mercado financeiro. Empresa e pessoas que gerem bem suas finanças possuem uma base mais sólida para desenvolver suas atividades, correr atrás da inovação, remunerar melhor as pessoas e planejar com maior tranquilidade e visão de futuro.

Mas e o marketing, a inteligência de mercado por trás de projetos como a Trade Radar – minha primeira startup, que consiste num marketplace para auxiliar a vida dos investidores em bolsas de valores ao redor do mundo? Continuo apaixonado e nasci para trabalhar com desenvolvimento de marcas e seus negócios, mas vejo como uma habilidade “meio” para reinventar uma atividade fim (mercado financeiro). Ao ler muito Peter Thiel – um dos fundadores do PayPal e primeiro investidor-anjo do Facebook, me deparei com a teoria cunhada por ele que o sucesso reside não em você ser muito bom em uma coisa, mas em duas: uma atividade-meio para uma função fim.

O homem sempre vai transacionar valores: ontem, hoje e sempre. A forma como ele fará isso e o quanto ela ficará disposta nas mãos de poucos, como foi até hoje, é que está em curso de mudança para um modelo mais ágil, menor e de maior ressonância na população. Logo o jogo entre as fintechs não está exatamente no desenvolvimento de produtos e serviços, mas em como torná-los mais reconhecidos e práticos para atingir os públicos de interesse.

Função esta que, desde 2013, estou desenvolvendo para aplicar por aí. Nos vemos em breve!

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