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O que move o bull market Bolsonaro 2019?

Opinião - 12/03/2019 - 14:46
“Quando tudo indicava que o bull market versão Jair Bolsonaro 2019 fora apenas um entusiasmo passageiro, os touros voltaram com força total” (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Nota do editor: Com a forte alta da Bolsa de ontem, parece que os touros tomaram conta do mercado novamente. E ninguém conhece melhor esses movimentos do que o Ivan que, com tanta história para contar, virou protagonista de um documentário da Inversa. Ele vai revelar os detalhes da formação do mercado de capitais no Brasil como conhecemos hoje e compartilhar os bastidores de seus 37 anos como trader. Assista ao trailer de “Ivan: A história proibida do mercado financeiro” e aguarde para receber novidades em seu e-mail.

Por Ivan Sant’Anna, autor das newsletters de investimentos Warm Up Inversa e Os Mercadores da Noite

Caro leitor,

Se eu tivesse sido entrevistado durante o fim de semana, dificilmente diria que o Ibovespa voltaria a testar o topo tão cedo, tal como aconteceu ontem. Só que o comportamento da Bolsa é formado pela ação da maioria e não pela opinião deste ou daquele especialista.

O índice não só fechou na máxima do dia, a 98.026,62, como ficou a apenas 562,59 pontos de fazer novo high histórico.

Quando tudo indicava que o bull market versão Jair Bolsonaro 2019 fora apenas um entusiasmo passageiro, os touros voltaram com força total.

Poucas vezes em minha vida assisti a uma escalada diária tão simbólica. Após arrancar na abertura, as ações continuaram rumo ao topo ao longo de todo o pregão, apresentando apenas correções pífias. Quem realizava lucros, esperando um ajuste, perdia a vez.

Entrando no terceiro mês do governo Bolsonaro, já se pode traçar um paralelo entre ele e Dilma Rousseff. Refiro-me ao modo de se comunicar.

Essa comparação favorece Dilma num ponto e Bolsonaro no outro. E é justamente este último que sensibiliza o mercado.

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Madame Rousseff dizia que respeitava o ET de Varginha, falava na impossibilidade de se estocar o vento e, pérola das pérolas: “Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta.”

Acontece que Dilma Rousseff falava essas asneiras em discursos para pequenos grupos de petistas, Sem Terras, mutuários do Minha Casa, Minha Vida, etc., etc. A gente só ficava sabendo porque passava na TV.

Jair Bolsonaro fez das sandices um objeto de comunicação oficial da Presidência da República. Foi através de seu twitter que comentou o já famoso caso do golden shower. Num discurso para fuzileiros navais, no Rio de Janeiro, disse que “(a) democracia só existe se as Forças Armadas quiserem”. E por ai ele foi, vai, e continuará indo. Faz parte de seu DNA.

Resta avaliar porque a Bolsa de Valores gosta tanto de Bolsonaro e detestava Dilma. A resposta é simples. Ele é extremamente a favor da livre iniciativa. Ela tinha mentalidade estatizante.

Pois bem, bastou que os trâmites da Reforma da Previdência dessem alguns passos no Congresso, e que o chairman do Fed, Jerome Powell, indicasse que as taxas de juros nos Estados Unidos estão num ponto neutro, para que o Ibovespa, supervendido, desse um arranco de cachorro atropelado.