O que fazer com as ações da Klabin (KLBN11) após o balanço?
As ações da Klabin (KLBN11) avançavam 5,8% nesta quarta-feira (11), mesmo após recúo de 69% no lucro líquido do quarto trimestre de 2025 (4T25), a R$ 168 milhões. Apesar do resultado, prevalece a avaliação de que a ação segue atrativa em termos de valuation, com desconto em relação ao histórico e manutenção das recomendações de compra.
Segundo o Santander, o desempenho foi pressionado principalmente pela divisão de celulose, cujo Ebitda caiu 27% no trimestre, para R$ 521 milhões, com margem recuando de 50% para 37%. O resultado refletiu preços realizados mais baixos, impacto da parada de manutenção em Ortigueira (que adicionou R$ 485/t em custos), aumento de custos fixos e dólar mais fraco.
O custo caixa unitário caiu 3% no trimestre (US$ 236/t), ajudado por menores gastos com fibra, químicos e óleo combustível. O banco mantém sua recomendação de compra (preço-alvo de R$ 29) para a ação.
Para o BB Investimentos, a Klabin entregou um resultado em linha com as estimativas no 4T25, com avanço de volumes e manutenção das margens na comparação anual, apesar da pressão de preços na celulose e dos impactos das paradas programadas de manutenção.
Apesar do desempenho das ações ainda inferior ao Ibovespa, o BB destaca que a Klabin negocia com desconto de 17% em relação à média histórica de EV/Ebitda.
Com diversificação de negócios, estratégia de desalavancagem e manutenção de forte retorno ao acionista — incluindo dividendos relevantes e bonificação de 1% — o banco mantém recomendação de compra e preço-alvo de R$ 25,74.
O Itaú BBA, por sua vez, viu o resultado como negativo, com o Ebitda ajustado ficando 3% abaixo da sua estimativa. A frustração foi explicada principalmente por preços de celulose abaixo do esperado e desempenho de custos mais fraco em papel e embalagens.
O fluxo de caixa livre (FCF) foi negativo, mas a alavancagem permaneceu estável em 3,3x dívida líquida/Ebitda (em reais), sustentada pelos R$ 1,25 bilhão recebidos em transações florestais. Os analistas mantém compra e preço-alvo de R$ 21 para a ação.