AgroTimes

O que fazer com as ações da Klabin (KLBN11) após o balanço?

11 fev 2026, 16:31 - atualizado em 11 fev 2026, 16:33
klabin-agronegocio-acoes
(Imagem: LinkedIn/Klabin)

As ações da Klabin (KLBN11) avançavam 5,8% nesta quarta-feira (11), mesmo após recúo de 69% no lucro líquido do quarto trimestre de 2025 (4T25), a R$ 168 milhões. Apesar do resultado, prevalece a avaliação de que a ação segue atrativa em termos de valuation, com desconto em relação ao histórico e manutenção das recomendações de compra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o Santander, o desempenho foi pressionado principalmente pela divisão de celulose, cujo Ebitda caiu 27% no trimestre, para R$ 521 milhões, com margem recuando de 50% para 37%. O resultado refletiu preços realizados mais baixos, impacto da parada de manutenção em Ortigueira (que adicionou R$ 485/t em custos), aumento de custos fixos e dólar mais fraco.



O custo caixa unitário caiu 3% no trimestre (US$ 236/t), ajudado por menores gastos com fibra, químicos e óleo combustível. O banco mantém sua recomendação de compra (preço-alvo de R$ 29) para a ação.

Para o BB Investimentos, a Klabin entregou um resultado em linha com as estimativas no 4T25, com avanço de volumes e manutenção das margens na comparação anual, apesar da pressão de preços na celulose e dos impactos das paradas programadas de manutenção.

Apesar do desempenho das ações ainda inferior ao Ibovespa, o BB destaca que a Klabin negocia com desconto de 17% em relação à média histórica de EV/Ebitda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com diversificação de negócios, estratégia de desalavancagem e manutenção de forte retorno ao acionista — incluindo dividendos relevantes e bonificação de 1% — o banco mantém recomendação de compra e preço-alvo de R$ 25,74.

O Itaú BBA, por sua vez, viu o resultado como negativo, com o Ebitda ajustado ficando 3% abaixo da sua estimativa. A frustração foi explicada principalmente por preços de celulose abaixo do esperado e desempenho de custos mais fraco em papel e embalagens.

O fluxo de caixa livre (FCF) foi negativo, mas a alavancagem permaneceu estável em 3,3x dívida líquida/Ebitda (em reais), sustentada pelos R$ 1,25 bilhão recebidos em transações florestais. Os analistas mantém compra e preço-alvo de R$ 21 para a ação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
Linkedin
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
Linkedin
Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado agro?

Editoria do Money Times traz tudo o que é mais importante para o setor de forma 100% gratuita

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar