Mercados

No vermelho: Wall Street despenca 5% e tem pior desempenho em 5 anos; Nasdaq entra em ‘bear market’

04 abr 2025, 17:12 - atualizado em 04 abr 2025, 17:24
Wall Street fechou em forte queda com risco de recessão nos Estados Unidos após retaliação da China ao 'tarifaço' de Trump (Imagem: 400tmax/Getty Images Signature)

O risco de recessão e a escalada de uma possível guerra comercial pressionou Wall Street mais uma vez nesta sexta-feira (4), com renovação das mínimas anuais.

Confira o fechamento dos índices de Nova York: 

  • Dow Jones: -5,50%, aos 38.314,86 pontos;
  • S&P 500: -5,97%, aos 5.074,08 pontos;
  • Nasdaq: -5,82%, aos 15.587,79 pontos.

O índice Nasdaq, que reúne as maiores empresas do setor de tecnologia, entrou em ‘bear market’, com a queda de 22% em relação às máximas históricas — que foram alcançadas em dezembro. O Dow Jones registrou o maior declínio desde junho de 2020. Já o S&P 500 teve a maior queda diária desde março de 2020, com queda de mais de 10% em apenas dois dias.

Durante a sessão, o VIX (CBOE Volatility Index), indicador que mede a aversão ao risco de Wall Street, também conhecido como o “termômetro do medo”, disparou mais de 50%, atingindo o maior nível desde março de 2020.

Na semana, Dow Jones caiu 7,92%; S&P 500 teve baixa de 9,11%; e Nasdaq despencou 10,02%.

O que movimentou Wall Street hoje?

Um dia após os índices de Wall Street registrarem a pior perda diária em 5 anos, a aversão ao risco foi elevada com a retaliação da China ao plano tarifário dos Estados Unidos.

A segunda maior economia do mundo anunciou uma tarifa de 34% sobre a importação dos produtos norte-americano, que começa a valer na próxima quinta-feira (10) — um dia após a tarifa de 34% dos EUA contra a China está prevista para entrar em vigor.

A guerra tarifária enviou “ondas de choque” pelos mercados financeiros globais e aumentou os temores de uma desaceleração econômica. O JP Morgan, por exemplo, elevou a probabilidade de a economia global entrar em recessão até o final do ano para 60%. 

As declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. Ele afirmou que as tarifas de Trump são “maiores do que o esperado”.

“Enfrentamos uma perspectiva altamente incerta, com riscos elevados de aumento do desemprego e da inflação”, disse Powell. “Embora seja altamente provável que as tarifas gerem pelo menos um aumento temporário na inflação, também é possível que os efeitos sejam mais persistentes.”

Já os dados de mercado de trabalho ficaram em segundo plano. O relatório oficial de empregos, o payroll, apontou a criação de 228 mil vagas de emprego em março, acima das expectativas do mercado de 137 mil vagas. A taxa de desemprego foi de 4,2%, enquanto o número de desempregados fechou março em 7,1 milhões. A expectativa, entretanto, era que essa taxa seguisse em 4,1%.

“Apesar de certa resiliência demonstrada pelo mercado de trabalho, a divulgação dos dados de hoje teve impacto limitado nos índices acionários americanos. O mercado segue aumentando suas projeções para a possibilidade de recessão nos Estados Unidos”, afirma Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad.

Após os dados, os agentes financeiros elevaram as apostas de uma redução de juros mais agressiva pelo Federal Reserve (Fed) em 2025, mas manteve junho como o mês mais provável para o início de cortes nas taxas, segundo a ferramenta de monitoramento FedWatch, do CME Group. O mercado prevê ao menos quatro cortes nos juros até dezembro. Hoje, a taxa está no intervalo de 4,25% a 4,50% ao ano.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
liliane.santos@moneytimes.com.br
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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