Neoenergia: o único lugar seguro para faturar no segundo trimestre foi em casa
A Neoenergia (NEOE3) divulgou ontem (9) os dados operacionais do segundo trimestre de 2020, com impactos da covid-19 já esperados pelo time de análise do Credit Suisse.
A companhia reportou queda de 8,95% dos volumes na comparação anual. Assim como aconteceu com a EDP Brasil (ENBR3), o principal motivo para a pressão sobre o consumo de energia no Brasil foi o coronavírus.
O segmento residencial se mostrou o mais resiliente dentre todas as concessões, subindo 4,9% no período. Das quatro companhias que formam o grupo, a Elektro e a Coelba apresentaram as piores performances, tendo os segmentos industrial e comercial empurrado os resultados finais para baixo.
“Acreditamos que os resultados da Neoenergia serão afetados por uma performance fraca em volumes das distribuidoras, mas os números podem ser compensados por: (i) um desempenho melhor nas linhas de custo, com a companhia atualmente implementando um turnaround para a Coelba; (ii) um desempenho melhor na taxa de perda, que pode melhorar os volumes contabilizados; (iii) vendas de geradoras, uma vez que a alocação pode compensar uma produção mais fraca das hidroelétricas; (iv) e a contabilidade IFRS, que permite a inclusão de margens de construção”, destacou Carolina Carneiro, autora do relatório do banco obtido pelo Money Times.
Conta-Covid
A Neoenergia é uma das empresas que aderiram à Conta-Covid, programa de de empréstimos concedidos por bancos liderado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O BNDES informou que 16 instituições financeiras entraram na operação, estimada em R$ 14,8 bilhões.
Houve redução no custo total final do financiamento, que será de CDI + 3,79% ao ano.