Justiça

Moradores de Búzios protestam contra decisão da Justiça de retirar turistas da cidade

17 dez 2020, 17:30 - atualizado em 17 dez 2020, 17:30
Praia litoral Viagem turismo
Desde o início da pandemia, Búzios registrou no total 968 casos de coronavírus e 21 mortes decorrentes da doença (Imagem: Unsplash/@nathanareboucas)

Uma onda de protestos acontece na cidade de Búzios, um balneário turístico no Estado do Rio de Janeiro, após a determinação da Justiça para que turistas deixem a cidade esta semana por conta do avanço de casos de Covid-19.

Comerciantes, empresários e prestadores de serviços foram as ruas, formando aglomerações, para protestar contra a decisão judicial. Alguns dos principais pontos de acesso e saída da cidade chegaram a ser bloqueados e interditados.

Os manifestantes carregavam faixas e cartazes e gritavam que Búzios “nao pode fechar”. Houve atos também na porta do Fórum e da prefeitura da cidade.

Donos de estabelecimentos vinham se preparando para as festas de fim de ano e vários pacotes turísticos já tinham sido vendidos, a despeito da pandemia.

A Justiça determinou a suspensão de medidas de flexibilização da quarentena na cidade e que turistas deixem o município num prazo de 72 horas. Hóspedes de hotéis, pousadas, alojamentos, resorts e casas alugadas por pessoas de fora de Búzios tem de deixar o município. A decisão ordena ainda o fechamento das praias da cidade.

A alegação é que a cidade não cumpriu um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para ampliar a rede de atendimento para pacientes com Covid-19. A prefeitura de Búzios tenta reverter a decisão na Justiça.

“Os casos confirmados de Covid-19 na cidade aumentaram em 453 em sete dias, com os mesmos 11 leitos de UTI alegadamente disponíveis quando da celebração do T.A.C”, disse na sentença o juiz Raphael Baddini de Queiroz Campos, da 2ª Vara de Armação de Búzios.

Desde o início da pandemia, Búzios registrou no total 968 casos de coronavírus e 21 mortes decorrentes da doença.

Na cidade do Rio, a prefeitura recuou na autorização para que quiosques fizessem festas de réveillon e montassem “cercadinhos” na faixa de areia das praias das zonas sul e oeste. Na véspera, o município já tinha cancelado a festa de ano novo na cidade.

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reuters@moneytimes.com.br
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