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Minerva (BEEF3): XP rebaixa ação preço-alvo com expectativa de 4T25 fraco e riscos no curto prazo; papel recua 4%

24 fev 2026, 10:50 - atualizado em 24 fev 2026, 10:50
Minerva beef3 (3)
(Imagem: Divulgação/Minerva Foods)

A XP Investimentos rebaixou sua recomendação para Minerva Foods (BEEF3) de compra para neutro, com novo preço-alvo de R$ 7,20 (ante R$ 8,40) no final de 2026.

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A revisão ocorre após os analistas projetarem um quarto trimestre de 2025 fraco e uma deterioração na relação risco-retorno. Por volta de 10h39 desta terça-feira (24), as ações recuavam 4,26%.



A XP afirma esperar um quarto trimestre de 2025 fraco para a companhia, o que motivou revisões negativas nas estimativas. O banco cortou as projeções de Ebitda para 2026 e 2027 em 7% e 6%, respectivamente, ficando agora 7% e 9% abaixo do consenso da Bloomberg.

Apesar de manter uma visão construtiva para o cenário estrutural de demanda — especialmente diante da escassez global de carne bovina — a casa avalia que os riscos de curto prazo aumentaram e reduzem o potencial de valorização do papel.

Riscos no radar para BEEF3

Entre os principais pontos de atenção destacados pelos analistas estão:

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  • Salvaguardas impostas pela China e incertezas sobre o tratamento das cotas de importação;
  • Ambiente de consumo doméstico mais fraco que o esperado no Brasil;
  • Virada iminente do ciclo do gado, com dúvidas sobre a magnitude da alta nos preços do boi;
  • Riscos cambiais, diante da possibilidade de apreciação do real frente ao dólar.

Na avaliação da XP, esses fatores podem pressionar margens e limitar catalisadores para um re-rating das ações no curto prazo.

Valuation menos atrativo

Mesmo após a recente performance do papel, a XP entende que o valuation atual já não oferece uma assimetria favorável. A Minerva negocia a 4,6 vezes o valor da empresa em relação ao seu lucro operacional (EV/Ebitda) projetado para 2026 e entrega um yield de fluxo de caixa livre (FCF) de 10,8% — ou 8,1% ao excluir operações de forfait.

Para a casa, esse nível de precificação não compensa os riscos crescentes no horizonte, justificando o downgrade para neutro.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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