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Minerva (BEEF3): 4T24 marca início da integração de ativos da Marfrig, diz Santander; veja prévia

25 fev 2025, 12:33 - atualizado em 25 fev 2025, 12:33
minerva beef3
(Foto: Minerva Foods)

Santander estima que a Minerva Foods (BEEF3) entregue um Ebitda sólido de R$ 867 milhões no quarto trimestre de 2024 (4T24), 6% acima do consenso do mercado. A visão positiva é apoiada por um declínio mais lento que o esperado para os spreads de bovinos.

“Período será o primeiro trimestre após a aquisição dos ativos da Marfrig (MRFG3). No curto prazo, esperamos que as operações comecem lentamente à medida que a integração ocorre e os números de abate aumentam ao longo do ano em meio a muitas condições de mercado desafiadoras”, apontam Guilherme Palhares e Laura Hirata, que contam com uma recomendação neutra para ação (preço-alvo de R$ 7 e potencial de alta de 60,18%).

Com a Minerva assumindo os ativos da Marfrig em novembro de 2024, o Santander espera que a capacidade de utilização no 4T24 fique perto de 30%, bem abaixo dos 90% dos antigos ativos da Minerva que já estavam em operação antes da aquisição.

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“No futuro, estimamos que a Minerva poderá aumentar gradualmente a produção para um número consolidado no Brasil de 1,1 milhão de toneladas, um aumento anual de 40%, levando a uma diluição de Despesas de Vendas, Gerais e Administrativas (DVGA) no final do ano. Além disso, estimamos que os novos ativos tenham uma exposição maior ao mercado doméstico do que as operações anteriores, levando a margens menores. Será um longo caminho pela frente”, completam.

BEEF3: Santander vê exportações como ‘única saída’

Para o Santander, a unidade de negócios brasileira deve representar 70% do lucro bruto da Minerva, um cenário bem desafiador.

Segundo eles, os preços do gado estão subindo à medida que o ciclo do gado no Brasil se estreita e a retenção de vacas começa a ocorrer.



“Por outro lado, acreditamos que a recente valorização do real pode colocar pressão ascendente sobre os preços de exportação em termos de dólar. A questão é se a demanda de importação da China se recuperará após dois anos de ampla disponibilidade doméstica para sustentar preços tão altos”.

No mercado local, o caso base do banco aponta para uma demanda mais fraca e uma queda no comércio de frango.

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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, também participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil e do Agro em Campo. Em 2024, ficou entre os 80 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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