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Mercado talvez não precise que Opep reponha a produção

02/10/2019 - 11:32
O mercado pode não precisar que esses barris sejam repostos (Imagem: Reuters/Leonhard Foeger)

A produção de petróleo da Opep foi reduzida no mês passado por uma série de crises, desde ataques com mísseis à Arábia Saudita até o colapso econômico na Venezuela. Ironicamente, o mercado pode não precisar que esses barris sejam repostos.

Mesmo que a produção do cartel permanecesse no nível de setembro, que foi a mais baixa em uma década, não faltaria petróleo no primeiro semestre de 2020. Isso significa que a Arábia Saudita, que correu para restaurar a produção depois da pior crise do setor petrolífero do país, pode ter que convencer seus aliados a um novo corte quando se encontrarem em dezembro.

Os 14 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo bombearam 28,32 milhões de barris por dia, em média, no mês passado, segundo um levantamento da Bloomberg. Embora o volume drene os estoques em excesso de petróleo no curto prazo, é quase exatamente a quantidade global necessária no início do próximo ano, de acordo com previsões da Agência Internacional de Energia.

Como a Arábia Saudita disse que a produção já retornou aos níveis pré-ataque, de 9,9 milhões de barris por dia em relação a uma média de 8,4 milhões em setembro, segundo dados da Bloomberg, os mercados não estão próximos de um déficit.

Os preços do petróleo já devolveram os ganhos registrados imediatamente após os ataques do mês passado às instalações sauditas, voltando a níveis baixos demais para a maioria dos países da Opep cobrirem os gastos públicos, quando investidores se concentram na frágil economia global, prolongada guerra comercial EUA-China e aumento contínuo na produção de gás de xisto nos EUA.

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Última atualização por Rafael Borges - 02/10/2019 - 11:32