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Bolsa a 100 mil pontos deixa de ser “mito” com onda Bolsonaro

Gustavo Kahil - 03/10/2018 - 11:10
(Foto: BB Investimentos)

Se alguém ainda tinha dúvidas, não tem mais. O mercado financeiro deu um abraço bem forte em Jair Bolsonaro (PSL) e o rali visto na terça-feira (2), com alta de 3,8, se estende para a disparada adicional de 2,9% nesta quarta-feira (3).  O candidato cresceu de 28%, na pesquisa divulgada Datafolha em 28 de setembro, para 32% ontem. O segundo lugar, Fernando Haddad (PT) oscilou de 22% para 21%. O dólar comercial cai forte (-2,1%) e é vendido a R$ 3,84.

No segundo turno, Bolsonaro cresceu de 39% para 44% e Haddad caiu de 45% para 42%. A taxa de rejeição do petista decolou de 32% para 41%. Enquanto isso, a de Bolsonaro passou de 46% para 45%. Além de mostrar uma clara preferência pelo capitão reformado do Exército, o mercado financeiro dá um recado para Haddad ao revelar o potencial que um governo não petista, mesmo que ainda com pouco apoio no Congresso, pode ter.

“Nossa expectativa atual é de que Bolsonaro tem mais chances de vencer as eleições presidenciais em um segundo turno contra Fernando Haddad”, destacam Leonardo Fonseca e Lucas Vilela do Credit Suisse em um relatório enviado a clientes após a pesquisa de ontem. “Em suma, a pesquisa sugere um forte aumento na competitividade de Bolsonaro, como já sugerido pela pesquisa do Ibope”, explicam.

“Esta pesquisa também foi excelente para Bolsonaro e reforçou a expectativa de vitória no primeiro turno, o que anima seus apoiadores e reforça o movimento de esvaziamento dos outros candidatos, como Alckmin, Meirelles, Álvaro Dias e Amoedo. Portanto, segue a tendência de alta de Bolsonaro que pode ficar próximo da vitória no primeiro turno, embora isto ainda não seja o mais provável”, avalia a LCA Consultores.

Considerando a soma atual das intenções eleitorais dos outros candidatos de centro-direita (18% de Alckmin, Amoedo, Meirelles, Dias, Daciolo), o Credit Suisse calcula que Bolsonaro precisa de uma transferência de 61% para vencer a eleição no primeiro turno. Uma pesquisa do instituto Paraná, realizada em São Paulo, mostrou novo crescimento de Bolsonaro.

“Vale ressaltar a continuidade de uma tendência que temos destacado desde o começo do mês: a atratividade da bolsa brasileira para o investidor estrangeiro. Setembro fechou com entradas superando saídas por mais de R$ 3 bilhões e fez com que o saldo de recursos destes investidores voltasse a ser positivo no ano, situação que não era vista desde maio”, pontua o Itaú BBA.

Para Felipe Miranda, estrategista da Empiricus Research, a onda Bolsonaro está só começando. “Saída pela direita: 100 mil pontos, aí vamos nós! Sim, parece um exagero agora… “Metade de mim é o que grito, mas a outra metade é silêncio””, diz em um relatório publicado hoje. O índice opera em torno dos 84 mil pontos.

Ações

Assim como na véspera, quase todas as ações que fazem parte do índice operam com ganhos expressivos. As ações da Petrobras (PETR4) saltam 8,67% a R$ 22,82, que além do cenário político, se aproveita do preço do barril do petróleo do tipo Brent a US$ 84,69.

Também se destacam na sessão as ações dos bancos e das estatais. Bradesco (BBDC4) alta 8,00%, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) tem valorização de 7,26%, já Bradesco (BBDC3) sobe 6,15% a R$ 29,00. Entre as empresas estatais, Copel (CPLE6) ganha 7,73% e Cemig (CMIG4) 6,91%.

No caso da Eletrobras (ELET3), a alta é de 9,89% para as ações ordinárias a R$ 16,55, com as do Banco do Brasil (BBAS3) saltando 11,52%

Também se beneficiam do movimento as ações da Gol (GOLL4) (+10,88%), Cyrela (CYRE3) (+7,18%), Localiza (RENT3) (+6,90%), Magazine Luiza (MGLU3) (+6,87%), entre outras. Fora do índice, as ações da Forjas Taurus (FJTA3) sobem mais 14,5%.

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