Méliuz (CASH3) faz recompra de ações e aumenta yield de bitcoin (BTC) para o investidor; entenda
O Méliuz (B3: CASH3) anunciou ao mercado na última segunda-feira (23) a recompra de 4.985.000 ações por meio de contratos de derivativos com contrapartes, o equivalente a aproximadamente 54,6% do total previsto no programa anunciado em outubro de 2025.
Com isso, em pouco mais de três meses, a estratégia resultou em um Bitcoin Yield Ajustado de 4,38%, o que representa um rendimento médio mensal de 1,23%.
Vale lembrar que o indicador é um dos principais parâmetros utilizados por empresas que adotam a estratégia de “Bitcoin Treasury”, medindo a variação percentual entre o total de bitcoins detidos pela companhia e a quantidade de ações em circulação em determinado período. Em outras palavras, ele indica se os acionistas estão, na prática, ampliando sua exposição à criptomoeda ao longo do tempo.
No cálculo ajustado, o Méliuz considera apenas as ações efetivamente em circulação, desconsiderando aquelas já recompradas.
Na bolsa, as ações CASH3 acumulam queda de 11% desde o começo de 2026, mas avançam pouco mais de 6% nos últimos 12 meses.
Méliuz (CASH3) como bitcoin treasury company
A recompra ganha relevância diante da estrutura financeira atual da companhia. Segundo os dados mais recentes, referentes ao terceiro trimestre de 2025 (3T25), o Méliuz detém 604,69 bitcoins — equivalentes a cerca de R$ 212,3 milhões aos preços atuais — além de R$ 67,3 milhões em caixa.
Ao todo, os ativos líquidos somam aproximadamente R$ 279,6 milhões. O Méliuz publica seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025 (4T25) no dia 11 de março.
Com valor de mercado estimado em R$ 394,5 milhões, o Méliuz reforça que seguirá informando investidores sobre os desdobramentos do programa de recompra, que vem sendo apresentado como um dos pilares da estratégia de alocação de capital e de aumento de exposição indireta ao Bitcoin por parte dos acionistas.