Marcello Cestari: Inside information? O ‘segredo’ que os usuários do Polymarket estão guardando sobre o fim da guerra no Oriente Médio
Acorda, acorda, meus entusiastas do mercado cripto! Hoje vamos falar do hypado Polymarket!
Durante o final de semana Trump deu um ultimato ao Irã dizendo que se eles não abrissem o Estreito de Ormuz em 48 horas, os Estados Unidos atacariam e destruiriam diversas usinas elétricas, começando pela maior.
Mas aí na manhã seguinte, a poucas horas de completar o prazo, Trump prorrogou o prazo até sexta-feira e disse que as conversas com o Irã foram “muito boas e produtivas”.
A consequência? O Bitcoin (BTC) saiu da faixa dos US$ 68 mil para os US$ 70 mil em questão de minutos e o mercado cripto respirou como um todo. Mas eis que…
O Irã fez um anúncio dizendo que não houve contato direto com o Trump e inclusive não vão abrir o Estreito de Ormuz enquanto os EUA não se desculparem e repararem os estragos que eles causaram com essa guerra.
Além disso, eles alegaram que Trump recuou, pois ameaçaram atingir a infraestrutura energética de toda Ásia Ocidental.
Sim, temos dois países contando histórias diferentes do que aconteceu.
Enquanto um fala que as negociações estão progredindo, o outro fala que nunca houve negociações.
O que isso indica? Que provavelmente a guerra vai se estender, correto?
E o que o Polymarket tem a ver com isso
Mas uma coisa estranha aconteceu nesse meio do caminho. Misteriosamente 10 carteiras novas no Polymarket apostam em um “SIM” para o cessar-fogo entre EUA e Irã acontecer até o dia 31 de março/15 de abril:

Fonte: Twitter | X
Todos esses usuários acima a favor de um SIM, com posições de US$ 7 mil a US$ 24 mil.
99% das posições foram compradas com ordens a mercado e o tamanho combinado soma aproximadamente US$ 160 mil, onde o pagamento em caso de cessar-fogo até o final desse mês soma algo em torno de US$ 1,04 milhões.
E advinha o mais curioso?
Duas dessas carteiras idênticas apostaram anteriormente “SIM” no ataque dos EUA ao Irã antes de 28 de fevereiro — e sacaram US$ 135 mil.
Em outras palavras, alguém está construindo uma posição gigantesca e parece difícil acreditar que sejam apenas usuários aleatórios.
Portanto, fique de olho nas notícias.
Aproveitando que estamos falando de Polymarket, trouxe abaixo um gráfico que mostra uma estimativa da receita da plataforma após a introdução de um novo modelo de taxas, marcando uma mudança importante na estratégia da plataforma.

Fonte: Twitter | X
Durante sua fase inicial, o Polymarket operou sem cobrar fees, priorizando crescimento e adoção (uma abordagem comum em cripto para atrair usuários e liquidez).
Agora, com volumes já relevantes (cerca de US$ 2,54 bilhões na semana analisada), a introdução de taxas passa a monetizar essa base.
O modelo projetado indica aproximadamente US$ 13,4 milhões por semana (cerca de US$ 696 milhões anualizados), com destaque para a categoria de Crypto, responsável por quase metade da receita (aproximadamente 47%).
Nova cobrança de taxas e competição com a Polymarket
Um ponto interessante é a diferenciação de taxas entre as categorias: “esportes” apresenta as menores taxas, o que faz sentido dado o ambiente altamente competitivo com casas de apostas tradicionais. Já “cripto” concentra as maiores taxas, refletindo o fato de que o Polymarket é hoje líder claro nesse nicho específico de prediction markets.
Por outro lado, esse domínio pode começar a ser desafiado por players relevantes como a Coinbase e a Hyperliquid (HYPE), que já estão explorando iniciativas em prediction markets e podem representar um risco competitivo no médio prazo.
Ainda assim, o ponto mais importante é que com infraestrutura e liquidez já estabelecidas, grande parte dessa receita tende a ter alta margem.
Isso sugere que o Polymarket pode rapidamente se posicionar como uma das maiores (senão a maior) empresas lucrativas do mercado de cripto, caso consiga sustentar esses volumes e manter o engajamento após a introdução das taxas.
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Forte abraço,
Marcello Calbo Cestari
Aviso obrigatório
Este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.