Cotações por TradingView
Cotações por TradingView

Magazine Luiza: “Sim, ainda há espaço para crescer”, diz BB Investimentos

Gustavo Kahil - 12/09/2018 - 9:01

A ação do Magazine Luiza (MGLU3) parece cara, mas pode subir ainda mais. Esta é a avaliação do BB Investimentos em um relatório em que revisa para cima as estimativas para a varejista. A analista sênior Maria Paula Cantusio entende que o cenário eleitoral prejudica a visibilidade para os próximos trimestres, bem como o ritmo ainda lento de recuperação da economia, mas vê a empresa ainda registrando um desempenho sólido para seguir ganhando participação de mercado.

O novo preço-alvo de R$ 165,90 para o final de 2019 implica em um potencial de valorização de 36,1% ante o preço de fechamento desta terça-feira (11) de R$ 121, 86. O BB reconhece que o ativo está sendo negociado a múltiplos altos na Bolsa de 36,9 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado (P/L) e a 18,2 vezes o valor da empresa sobre o Ebitda (EV/Ebitda), o que pode levar a crer que a ação já está cara.

Incomparável

Continua depois da publicidade

“Nós, no entanto, não concordamos. Primeiro porque, no Brasil, não há um competidor perfeito que possa ser comparado ao Magazine Luiza”, destaca a analista. Os varejistas mais comparáveis na bolsa seriam a B2W (BTOW3) – negociada a 21,5 vezes o EV/EBITDA para o final do ano, e a Via Varejo (VVAR11), com 12,1 vezes o P/L e 4,9 vezes EV/EBITDA para o final do ano. O primeiro caso é uma plataforma exclusivamente online que decidiu reduzir sua exposição na operação nas vendas diretas, que focada em expandir o marketplace e tem o suporte da rede das Lojas Americanas para desenvolver sua estratégia

Já a Via Varejo está no segmento de bens duráveis e um passo atrás em sua estratégia multicanal, refletindo os danos causados pela decisão de separar a operação de lojas físicas do e-commerce no passado. “Já o Magazine Luiza, por sua vez, tem uma estratégia omni-channel já consolidada, com o desenvolvimento de tecnologias customizadas feitas dentro de casa, um ritmo mais lento de crescimento da plataforma de marketplace – visando manter os nível de qualidade – e o objetivo de aumentar o número de categorias de vendas diretas”, destaca.

Amazon brasileira

O BB avalia que a Amazon poderá ser um bom comparativo no futuro próximo. Desta forma, os múltiplos do Magazine Luiza poderiam atingir os níveis da Amazon em um futuro próximo. A americana é negociada a 72,6 vezes o P/L e 30,2 vezes o EV/EBITDA. As diferenças de fato existem, lembra Maria Paula, pois a Amazon nasceu em um país desenvolvido como uma plataforma exclusivamente online e agora está investindo em lojas físicas, enquanto o Magazine nasceu em um país em desenvolvimento como uma rede de lojas físicas que agora é uma plataforma híbrida.

“Ainda assim, as similaridades também estão presentes: ambas empresas possuem um nível superior de atendimento e execução em relação aos seus competidores e tecnologia desenvolvida dentro de casa, o que tem se traduzidos em performances excepcionais em seus mercados de atuação e contínuo ganho de participação de mercado”, compara o BB.

Última atualização por Gustavo Kahil - 11/09/2018 - 23:20