Magazine Luiza (MGLU3) presta esclarecimentos sobre potencial de embolsar R$ 7 bilhões da crise da Casas Bahia
O Magazine Luiza (MGLU3) prestou esclarecimentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após o Valor Econômico noticiar que a varejista estimaria capturar R$ 7 bilhões da crise na Casas Bahia (BHIA3), concorrente que enfrenta recuperação judicial.
A companhia afirmou, em comunicado ao mercado, que mantém interações regulares e equânimes com a comunidade de investidores, fornecedores e parceiros operacionais em geral, sem disponibilizar projeções ou dados internos não divulgados publicamente.
Além disso, o Magazine Luiza enfatizou que não comenta nem ratifica estimativas, cálculos ou projeções elaborados por terceiros, que refletem premissas e responsabilidade exclusivas de seus autores.
De acordo com apuração do Valor, a varejista estaria fazendo projeções conservadoras a fundos e bancos dos ganhos e o valor sobe para R$ 11 bilhões se considerar vendas nos marketplaces estrangeiros. A projeção mencionada na reportagem indica a possibilidade de capturar um terço da queda nas vendas das lojas abertas da Casas Bahia.
Ainda que o Magalu não forneça guidance (projeções) oficiais, uma captura de benefícios já está no radar de analistas.
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Estrelas se alinhando para o Magazine Luiza
Em relatório recente, o Itaú BBA elevou a recomendação do Magazine Luiza de neutra para Outperform (equivalente à compra) e o preço-alvo de R$ 10, ao final de 2026, para R$ 16, ao final de 2027, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 31%.
A equipe de analistas liderada por Rodrigo Gastim vê as “estrelas se alinhando” para a varejista, que opera pressionada por um cenário macroeconômico desfavorável. O BBA enxerga no horizonte um cenário de juros mais baixos e melhora da relação risco-retorno de curto prazo.
Além da melhora do lado dos juros, a casa avalia que os desafios enfrentados por uma de suas principais concorrentes, a Casas Bahia, combinados à entrada do Magalu nos marketplaces do Mercado Livre e da Amazon, devem beneficiar diretamente as receitas.
Os analistas estimam um incremento de R$ 7,5 bilhões em 2027 em receitas e de R$ 300 milhões no lucro, o que sustenta uma sequência forte de resultados trimestrais e revisões para cima das estimativas.
A expectativa da casa é de que o crescimento das lojas da Magalu tenha atingido patamares de dois dígitos altos em setembro, primeiro mês completo após o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, acima dos 9,7% de vendas mesmas lojas (SSS) registrados no segundo trimestre deste ano.
Além disso, há expectativa de que o canal online de itens próprios (1P) tenha voltado a crescer após queda de 11% no segundo trimestre.