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Land for sale? BTG vê janela para valorização das terras agrícolas e venda de propriedades

21 out 2026, 11:36
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(Foto: Alina Fodor/Getty Images)

As terras agrícolas brasileiras podem entrar em um novo ciclo de valorização com a recuperação dos preços das commodities, abrindo espaço para que empresas do setor aproveitem condições mais favoráveis para vender propriedades rurais. A avaliação é do BTG Pactual, que vê oportunidades de monetização de ativos à medida que melhora a rentabilidade da produção agrícola.

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Segundo o banco, os preços das terras costumam responder de maneira assimétrica aos ciclos das commodities. Em períodos de baixa, o valor das propriedades tende a permanecer relativamente estável, em parte devido à baixa liquidez desse mercado. Já em momentos de alta, a melhora das perspectivas de rentabilidade agrícola costuma impulsionar os preços.

Essa dinâmica ajuda a explicar por que os valores das áreas destinadas à produção de grãos no Brasil tiveram pouca movimentação nos últimos anos. Para o BTG, um novo ciclo positivo das commodities pode mudar esse cenário, embora o potencial de valorização também dependa do estágio de desenvolvimento de cada propriedade.

O banco retoma uma tese apresentada em seu relatório The Land Dilemma, publicado em 2014, segundo a qual existe um momento mais favorável para vender terras agrícolas e maximizar o retorno do investimento.

Desenvolvimento da terra determina momento da venda

Durante o desenvolvimento de uma propriedade rural, seu valor tende a crescer à medida que a produtividade aumenta. Investimentos em infraestrutura, melhorias no manejo e expansão da capacidade produtiva elevam a geração de caixa esperada e, consequentemente, o valor de mercado da fazenda.

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A valorização das commodities pode reforçar esse movimento. Preços agrícolas mais elevados aumentam as receitas potenciais da produção e contribuem para melhorar as perspectivas de retorno do ativo.

Esse processo, porém, tem limites. Quando a maior parte do potencial de desenvolvimento da propriedade já foi aproveitada, a valorização tende a desacelerar. Nesse estágio, manter a terra por períodos prolongados pode reduzir o retorno anualizado do investimento, especialmente quando os ganhos adicionais não compensam o capital imobilizado.

A questão é particularmente relevante para companhias listadas em bolsa. Na avaliação do BTG, os retornos incrementais de manter propriedades totalmente desenvolvidas podem ficar abaixo do custo de capital dessas empresas, tornando a venda uma alternativa mais interessante para liberar recursos e direcioná-los a oportunidades com maior potencial de retorno.

BrasilAgro (AGRO3) ilustra estratégia de monetização

A estratégia da BrasilAgro (AGRO3) segue essa lógica: adquirir propriedades rurais, desenvolver seu potencial produtivo e, posteriormente, vender os ativos para realizar os ganhos, em vez de mantê-los indefinidamente no portfólio.

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A venda de 1,8 mil hectares úteis da Fazenda Rio do Meio por R$ 96,4 milhões ilustra o potencial desse modelo de negócios. A operação apresentou uma taxa interna de retorno (TIR) estimada em 26,2% ao ano em reais, segundo os dados citados pelo BTG.

O resultado mostra como o desenvolvimento de uma propriedade pode agregar valor ao longo do tempo e permitir que a companhia realize esse ganho por meio da venda do ativo.

Para o banco, a recuperação dos preços das commodities pode tornar esse processo ainda mais favorável, combinando a valorização decorrente dos investimentos realizados na fazenda com a melhora das perspectivas de rentabilidade agrícola.

Nesse cenário, a venda de propriedades pode ganhar importância para a BrasilAgro e outras companhias expostas ao mercado de terras. Além de acompanhar os preços das commodities, os investidores devem observar o estágio de desenvolvimento dos ativos, os retornos obtidos nas transações e a capacidade das empresas de reinvestir os recursos em propriedades com maior potencial de valorização.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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