Klabin (KLBN11): Safra aponta pressão para geração de caixa no 1T26; veja recomendação
A Klabin (KLBN11) apresentou resultados mistos no primeiro trimestre de 2026, com números operacionais em linha, mas com pressão relevante na geração de caixa — avaliação que fez o Safra manter uma visão neutra para o papel (preço-alvo de R$ 23,30).
Segundo o Safra, o Ebitda ajustado somou R$ 1,67 bilhão, praticamente em linha com as estimativas do banco, mas ligeiramente abaixo do consenso de mercado. O desempenho refletiu preços realizados dentro do esperado e resiliência no segmento de embalagens, que ajudou a compensar a fraqueza em celulose.
Os volumes vendidos totalizaram 1,015 milhão de toneladas, levemente abaixo do projetado, pressionados principalmente pela divisão de celulose. Em contrapartida, embalagens vieram acima do esperado. Já os custos caixa surpreenderam negativamente, com alta acima das projeções, puxada principalmente pelo aumento nos custos de fibra.
O principal ponto de atenção, na leitura do Safra, foi o fluxo de caixa livre (FCF), que ficou negativo em R$ 126 milhões no trimestre, abaixo da expectativa positiva do banco. O resultado foi impactado, sobretudo, pelo consumo de capital de giro e pela menor conversão de EBITDA em caixa.
Apesar disso, a Klabin apresentou melhora na alavancagem, com a relação dívida líquida/EBITDA recuando para 3,1 vezes, ante 3,3 vezes no trimestre anterior, beneficiada também pela valorização do real e redução da dívida bruta.
No detalhamento por segmento, papel e embalagens mostraram desempenho mais resiliente, com volumes e preços em linha ou acima das estimativas. Já a celulose apresentou números mais fracos, com volumes e preços abaixo do esperado, além de pressão de custos no período.
Melhora à frente para a Klabin
Para o segundo trimestre, o banco Safra projeta uma melhora nos resultados, apoiada por demanda sazonalmente mais forte e ausência de paradas de manutenção — o que deve gerar um impacto positivo relevante na comparação sequencial.
Além disso, a expectativa de preços mais elevados para celulose e papel pode ajudar a compensar o efeito de um real mais valorizado.
Na visão do banco, a recuperação do fluxo de caixa e a continuidade da desalavancagem serão os principais pontos de monitoramento ao longo de 2026.