AgroTimes

JBSS3, MRFG3 e BRFS3: Goldman Sachs reforça compra de 2 frigoríficos após baixa das ações na véspera

22 jan 2025, 12:20 - atualizado em 22 jan 2025, 12:20
frigoríficos ações jbss3 brfs3 mrfg3
(Imagem: REUTERS/Ueslei Marcelino)

A ações dos frigoríficos figuraram entre as principais quedas do Ibovespa (IBOV) ontem (21), com os papéis de BRF (BRFS3), Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3) recuando 6,61%, 4,04% e 1,84%, respectivamente, após a notícia de casos de casos de gripe aviária nos Estados Unidos.

Para o Goldman Sachs, as ações foram liquidadas principalmente porque os investidores se preparam para os lucros do 4T24 e estão tomando mais cuidado com a história do frango.

Nos preços atuais, o banco enxerga que JBS (preço-alvo de R$ 44 e potencial de alta de 29,91%) e Marfrig (preço-alvo de R$ 19,30 e potencial de alta de 28,07%) oferecem um risco-retorno atraente e reforçam a recomendação de compra para as ações. Para a BRF, o Goldman mantém uma recomendação neutra (preço-alvo de R$ 25,90 e potencial de alta de 17,67%).

“Continuamos gostando da JBS por uma combinação de melhor mix, exposição equilibrada ao câmbio, sólida geração de fluxo de caixa livre e valuation atraente, enquanto vemos a Marfrig como uma história de desalavancagem atraente”, explicam Thiago Bortoluci e Nicolas Sussmann.

A gripe aviária para os frigoríficos e preços de exportações no 4T24

O estado da Geórgia relatou um caso de gripe aviária em um rebanho comercial, o que resultou em uma quarentena para as operações em um raio de 10 quilômetros. O estado é responsável por cerca de 15% de todos os frangos de corte produzidos nos Estados Unidos.

De acordo com o banco, nenhuma das plantas da Pilgrim’s Pride se enquadra na área de vigilância, e além disso, apenas 5% de sua produção doméstica é direcionada aos mercados de exportação.



Quanto aos preços de exportação do Brasil no 4T24, o Goldman reforça uma moderação gradual nos preços de exportação de frango, somando uma contração trimestral de 10% (em dólares) na saída do 4T24, uma tendência que foi parcialmente revertida com uma recuperação de 4% no acumulado do ano.

“Já incorporamos spreads de exportação mais baixos em nosso modelo para a BRF (-273 bp no trimestre no 4T24), pois não achamos que a margem Ebitda de 20%+ relatada no 3T24 seja sustentável em um negócio que é essencialmente comoditizado. Dito isso, reconhecemos que exportações temporariamente menores dos EUA (devido à gripe aviária) podem trazer alívio extra à oferta e demanda global de frango”, completam.

Os custos de produção para frigoríficos

Os preços spot no Brasil estão 12% mais altos ano a ano para o milho, e 7% ano a ano para a soja em janeiro, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) cortou recentemente suas expectativas para estoques finais e produção de grãos nos EUA.

O rastreador de hedges do Goldman destaca um aumento potencial de 1,5% no trimestre nos custos de ração da BRF no 4T24.

“Notamos que o milho é responsável por cerca de 2/3 dos custos de ração para frangos. As necessidades do Brasil são essencialmente supridas por sua própria produção interna, mas notamos que a safrinha – que responde por 79% da produção total – acaba de começar a ser plantada”.

Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, também participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil e do Agro em Campo. Em 2024, ficou entre os 80 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
pasquale.salvo@moneytimes.com.br
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, também participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil e do Agro em Campo. Em 2024, ficou entre os 80 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.