4T24

JBS (JBSS3), Eletrobras (ELET3) e Bradesco (BBDC4): Quem foi bem e quem foi mal no 4T24, segundo o BTG Pactual

31 mar 2025, 12:50 - atualizado em 31 mar 2025, 12:50
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Para o BTG Pactual, o setor de bancos e varejo de alimentos e bebidas impulsionaram os números das empresas domésticas no 4T24 (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Depois de dois meses de resultados corporativos, a temporada de balanços do quarto trimestre de 2024 (4T24) chegou ao fim e o saldo geral foi positivo, na avaliação do BTG Pactual — com poucas surpresas. 

Para o banco, todos os setores apresentaram crescimento na base anual. 

“À primeira vista, os resultados (excluindo Petrobras e Vale) foram razoáveis, com a receita líquida acima das estimativas, mas com o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro líquido abaixo das projeções”, escreveram Carlos Sequeira, Osni Carfi, Guilherme Guttilla e Bruno Henriques em relatório

Mas “considerando apenas empresas domésticas, os resultados ficaram majoritariamente em linha com as nossas estimativas”, acrescentaram os analistas. 

Apesar dos números ficarem em linha com as expectativas do banco, a qualidade dos números se deteriorou “visivelmente” no quarto trimestre em relação aos trimestres anteriores, na visão do BTG Pactual. 

Os destaques positivos do 4T24

Nas contas do banco, o lucro das empresas domésticas cresceu 21,7% na base anual, impulsionado principalmente por bancos

Entre as instituições financeiras, Bradesco (BBDC4) foi o destaque na visão do BTG Pactual. 

Para os analistas, o banco foi beneficiada por uma base de comparação mais fácil, portfólio com maior apetite a risco, aceleração no NII (diferença entre os juros recebidos sobre empréstimos e os juros pagos sobre depósito) e um melhor custo de risco. 

O setor de varejo de alimentos e bebidas seguiu com resultados positivos — e sendo o melhor segmento entre as empresas domésticas — no 4T24, na visão do BTG Pactual. 

“As empresas de Alimentos & Bebidas vêm liderando o crescimento de receita e Ebitda nas últimas três temporadas de resultados”, diz o relatório. 

Para os analistas, JBS (JBSS3) foi o destaque com um crescimento da receita em mais de 21% na base anual, para R$ 20,4 bilhões. 

“JBS encerrou um ano muito forte, com desempenho sólido — especialmente nos segmentos de aves e bovinos no Brasil”, afirmam os analistas. 

No setor de Celulose & Papel, o 4T24 foi de Suzano (SUZB3). 

Para os analistas, a empresa se beneficiou de volumes mais fortes de celulose, com maior volume de shipments (remessas) para Ásia e Europa — impulsionado pelo projeto Cerrado —, além de preços maiores e da depreciação do real frente ao dólar — “o que mais do que compensou o aumento dos custos e das despesas com custos de vendas, gerais e administrativos”, diz o relatório. 

No agronegócio,  Raízen (RAIZ4) e Cosan (CSAN3) concentraram os ‘holofotes’ do banco. 

“O crescimento da Raízen veio, em grande parte, do aumento nas vendas de etanol e açúcar, o que mais do que compensou a queda nos preços das commodities. O desempenho da Cosan foi sustentado pelas suas controladas: Raízen, Rumo e Compass”, diz o BTG Pactual em relatório. 

Por outro lado, Raízen pressionou os resultados do setor. A empresa reportou margens comprimidas por maiores custos unitários e aumento das despesas financeiras, o que refletiu no maior endividamento líquido e juros mais altos.

Destaques negativos 

O setor de Utilities, que são empresas de serviços públicos como infraestrutura e saneamento básico, ficou entre os destaques negativos no 4T24, segundo os analistas do banco. 

“Cerca de metade das empresas que cobrimos reportaram queda no Ebitda na base anual, enquanto a outra metade mostrou crescimento modesto em relação ao quarto trimestre de 2023 (4T23)”.

Para o BTG Pactual, a Eletrobras (ELET3) foi a principal contribuição negativa para o setor, com uma queda da receita em 14% na base anual, com maiores despesas com pessoal devido a serviços relacionados a contingências.

Vale e Petrobras 

Porfim, as empresas com maior peso no principal índice da bolsa brasileira, Ibovespa (IBOV), Petrobras (PETR4;PETR3) e Vale (VALE3) deixaram a desejar no 4T24, na avaliação do BTG Pactual.

Um dos motivos para isso é a queda de 9,5% do lucro consolidado das empresas na comparação com o mesmo período de 2023. 

“Preferimos focar no lucro das empresas domésticas, uma vez que os lucros das empresas de commodities são frequentemente distorcidos por dívidas fortemente denominadas em moeda estrangeira”, diz o relatório. 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
liliane.santos@moneytimes.com.br
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