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JBS, BEEF3 e MBRF3: UBS BB inicia cobertura de frigoríficos e só não recomenda compra para uma ação

06 fev 2026, 12:20 - atualizado em 06 fev 2026, 12:20
boi frigoríficos
O UBS vê dois frigoríficos como as processadoras de carne mais bem posicionadas para transformar vantagens em caixa e dividendos (Foto: Money Times)

O UBS BB iniciou sua cobertura para frigoríficos e mantém preferência para JBS (preço-alvo de US$ 19,50) e Minerva (BEEF3) (preço-alvo de R$ 8), com recomendação de compra para as ações, e uma posição neutra para MBRF (MBRF3) (preço-alvo de R$ 23).

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Os analistas têm uma preferência ao segmento de carne bovina do Brasil em relação a outras proteínas e geografias, pois acreditam que o país está em uma posição única para capturar o crescimento da demanda global por carne.

Tudo isso, dada a ampla disponibilidade de ração proveniente de grandes safras de grãos e o espaço para expansão impulsionada por ganhos de produtividade — enquanto os ciclos de outras commodities parecem menos construtivos no momento (embora a pecuária bovina brasileira enfrente um cenário desafiador no curto prazo).

Neste contexto, o UBS vê Minerva e JBS como as processadoras de carne mais bem posicionadas para transformar essas vantagens estruturais em maior geração de caixa e potencial de dividendos.

A visão do UBS para os frigoríficos

JBS

O UBS inicia cobertura da JBS com recomendação de compra, vendo a ação ainda em processo de reprecificação após a listagem nos Estados Unidos.

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Mesmo com o início desse movimento, o banco destaca que o papel negocia a múltiplos descontados frente a pares globais, com espaço para expansão adicional à medida que a companhia seja incluída em índices americanos nos próximos anos.



Outro pilar central da tese é o capex de crescimento — cerca de US$ 1 bilhão por ano — que, segundo o UBS, ainda não está refletido nos preços e pode adicionar geração incremental de caixa no longo prazo.

Apesar do momento cíclico mais fraco em algumas proteínas, o banco entende que os fundamentos micro e a diversificação da JBS sustentam desempenho superior das ações.

Minerva

Para a Minerva, o UBS também inicia cobertura com recomendação de compra, destacando que a empresa começa agora a colher os frutos dos investimentos e aquisições feitos desde 2023.

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Com a integração concluída e o Ebitda praticamente dobrando em relação a 2023, o foco passa a ser a redução da alavancagem e a retomada do pagamento de dividendos, com yields atrativos já a partir de 2026.



O banco vê alívio relevante nas preocupações com o balanço, impulsionado por forte geração de caixa e normalização do capital de giro.

Estruturalmente, a Minerva se beneficia de dois vetores-chave: maior dependência global da carne bovina brasileira e ganhos de produtividade no país, onde a companhia tem forte concentração de originação e perfil de baixo custo.

MBRF

No caso da MBRF, o UBS adota uma visão mais conservadora e inicia cobertura com recomendação neutra.

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O banco avalia que o momento é desafiador tanto no negócio de aves no Brasil — com expectativa de normalização de margens diante do aumento da oferta — quanto no segmento de carne bovina nos Estados Unidos, ainda pressionado por um ciclo de gado extremamente apertado.



Esse cenário limita a geração de caixa no curto prazo, especialmente em um contexto de alavancagem ainda elevada. Com a ação negociando próxima às médias históricas de valuation e sem catalisadores claros no horizonte imediato, o UBS entende que o risco-retorno está equilibrado

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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