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Jalles (JALL3): Receita bruta de açúcar deve crescer 80% no 2T25, segundo XP

08 nov 2024, 15:17 - atualizado em 08 nov 2024, 15:17
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A empresa divulga na próxima quarta-feira (13), seus resultados operacionais no 2T25 (segundo trimestre da safra 2024/25). (Imagem: Reprodução/Jalles Machado)

A Jalles Machado (JALL3) deve reportar resultados trimestrais sólidos em termos de receita e volume, de acordo com a XP Investimentos. A casa recomenda compra e preço-alvo de R$ 12,40 (potencial de alta de 111,97%) para a ação.

A empresa divulga na próxima quarta-feira (13), seus resultados operacionais no 2T25 (segundo trimestre da safra 2024/25).

De acordo com os analistas, os resultados devem ser impulsionados pelo aumento nos preços de etanol em todas as linhas: alta 12% em comparação com o trimestre anterior (T/T) e 16% comparado ao mesmo período do ano anterior (A/A). Já o açúcar deve crescer cerca de 80% em receita bruta.

A expectativa é que as vendas totais da Usina Jalles Machado (UJM) somadas as da Usina Otávio Lage (UOL) registrem aumento de 2% (A/A), mas uma queda sequencial de 39%, já que a empresa não deve impulsionar as vendas de etanol hidratado, com o objetivo de aumentar os estoques em Goiás para os preços mais altos na entressafra.

Já a Usina Santa Vitória (USV) deve registrar queda de aproximadamente 22% (A/A), refletindo volumes mais baixos de etanol. “Como resultado, projetamos receita bruta de etanol de R$ 72 milhões (+18% A/A e -32% T/T)”, apontam Leonardo Alencar, Pedro Fonseca e Samuel Isaak.

E o açúcar?

Além do etanol, os preços resilientes do açúcar, a aceleração das vendas e a maior diluição de custos devem contribuir para o resultado. A XP destaca a sólida posição de hedge da companhia como o principal fator para manter a estabilidade no preço do açúcar.

“Jalles + UOL devem acelerar o ritmo de comercialização de açúcar para 139 mil toneladas (+20% A/A e 82% T/T), sendo 50 mil VHP, 74 mil cristal e 15 mil orgânico”, dizem os analistas.

A empresa deve reportar receita bruta de açúcar de R$ 393 milhões. O montante representa crescimento de 80% (T/T) e 27% (A/A).

“Embora os resultados devam ser fortes, não esperamos que sejam um catalisador positivo para as ações, pois o mercado está cauteloso em relação ao setor, enquanto está deixando de lado papéis com liquidez reduzida”, conclui.

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Repórter estagiário no Money Times, graduando em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP). Cobre empresas, mercados e agronegócio desde 2024.
gustavo.silva@moneytimes.com.br
Repórter estagiário no Money Times, graduando em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP). Cobre empresas, mercados e agronegócio desde 2024.

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