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Irani (RANI3): BTG vê queda injustificada e potencial para ação dobrar de preço

03 nov 2026, 11:51
irani
(Foto: Divulgação)

O BTG Pactual reiterou sua recomendação de compra para as ações da Irani (RANI3) e manteve o preço-alvo de R$ 14,00 para os próximos 12 meses. Considerando a cotação de R$ 6,93 utilizada pelo banco em seu relatório, o papel apresenta potencial de valorização de aproximadamente 102%.

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Na avaliação dos analistas Marcelo Arazi, Leonardo Correa e Rodrigo Gotardo, a recente correção das ações não encontra justificativa nos fundamentos da companhia. O banco destaca a resiliência operacional da fabricante de papel e embalagens, a expansão de participação de mercado e a capacidade consistente de geração de caixa.

A avaliação ganhou força após os resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26). A Irani reportou Ebitda ajustado de R$ 152 milhões, cifra 11% acima das estimativas do BTG, com crescimento de 15% na comparação trimestral e de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. A margem Ebitda avançou 2,8 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre, para 33,3%.



O principal destaque foi a geração de fluxo de caixa livre (FCF, na sigla em inglês), que alcançou R$ 88 milhões no período. Segundo o BTG, o resultado representa um rendimento anualizado de 22% sobre o valor de mercado da companhia.

A geração de caixa foi favorecida pelo Ebitda acima do esperado, investimentos menores do que o previsto e liberação de capital de giro. Com isso, a dívida líquida recuou para R$ 1 bilhão, enquanto a alavancagem caiu de 2,1 vezes para 1,9 vez a relação entre dívida líquida e Ebitda.

Ganho de participação de mercado para RANI3

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Outro ponto positivo foi o desempenho operacional. Os volumes consolidados de vendas chegaram a 79 mil toneladas, 3% acima das projeções do BTG. No segmento de papelão ondulado, os embarques somaram 48 mil toneladas, superando em 8% as estimativas do banco e crescendo 12% na comparação anual.

A Irani também ampliou sua participação no mercado doméstico de papelão ondulado, de 3,8% no terceiro trimestre de 2025 para 4,3% no mesmo período deste ano. Para os analistas, o avanço dos volumes e a melhor diluição dos custos fixos compensaram pressões como o aumento de 7% no custo da matéria-prima reciclada (OCC) em relação ao trimestre anterior.

O BTG considera a companhia um dos nomes mais resilientes de sua cobertura, especialmente em um cenário de deterioração do ambiente macroeconômico brasileiro. Embora o próximo ciclo de investimentos possa moderar os rendimentos de fluxo de caixa livre, o banco avalia que o histórico de execução e a estabilidade operacional da Irani ainda não são devidamente reconhecidos pelo mercado.

As ações negociam a 4,8 vezes o valor da firma sobre o Ebitda estimado para 2027 (EV/Ebitda), segundo o relatório. O BTG também destaca que a geração de caixa deve continuar dando suporte à política de distribuição de 50% do lucro aos acionistas.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.

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